Saúde

16 de julho de 2019 08:38

Gravidez ectópica ocorre fora do útero e pode matar a mulher, alerta especialista

Ginecologista Cristina Cabus explica quais os sintomas e o tratamento quando embrião se desenvolve fora do útero

↑ Médica Cristina Cabús esclarece fatores que podem contribuir para o problema (Foto: Jonathan Canuto)

A gravidez, que ocorre fora do útero, é acompanhada de muitas dúvidas e pode ser fatal para a mulher. Um dos sintomas mais comuns é sentir dor no abdômen ou até mesmo nos ombros e no pescoço.

“A gravidez ectópica é a gravidez onde a implantação do embrião ocorre fora do útero. Ele pode ser implantado na trompa, no ovário ou na cavidade abdominal, porém, 98% dos casos ocorre na trompa. Os fatores que podem levar a essa gravidez são doença inflamatória pélvica, cirurgias abdominais ou uma endometriose”, explicou a ginecologista Cristina Cabus.

A médica explica que alguns fatores contribuem para que uma das trompas de falópio fique danificada, como uma infecção, e por isso o embrião não consegue migrar para o útero, onde deveria haver a implantação. Nesse percurso, algum fator atrapalha, a trompa pode estar inteiramente ou parcialmente fechada, e o óvulo fertilizado não consegue chegar ao útero.

“Em uma gestação normal, um óvulo fertilizado passa pelas trompas de falópio e chega ao útero, local em que se implanta e começa o processo de formação do bebê. Já na gravidez ectópica, o óvulo fertilizado se implanta fora do útero, geralmente nas trompas de falópio. Quando isso acontece, a gestação não evolui, pois não há possibilidade de um embrião se desenvolver nesta região”, continuou.

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a gravidez ectópica acontece em 1% de todas as gestações do mundo, sendo que, dentro deste 1% das ectópicas, a possibilidade de nascer no ovário é de 1%. O risco de mortalidade materna é 90 vezes maior que uma gestação normal e o risco de o bebê falecer é de 95%.

Mulheres com mais de 35 anos de idade têm um risco maior de ter uma gravidez ectópica. As que possuem histórico de gravidez ectópica anterior, cirurgia abdominal ou histórico de doença pélvica inflamatória também têm mais riscos. Também pode acontecer com mulheres que engravidaram após laqueadura ou com uso incorreto do DIU, fumantes e com histórico de endometriose.

Os sintomas podem ser notados entre a 4ª e a 12ª semana. A mulher sente dor aguda na pélvis, no abdômen ou até nos ombros e pescoço. Tem sangramento intenso ou leve, desconforto ao urinar ou defecar e sente fraqueza, tontura ou sofre desmaios. Ao perceber os sintomas, a mulher deve procurar imediatamente um médico.

Assista à entrevista na íntegra:

 

 

Fonte: Tribuna Independente / Thayanne Magalhães

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