Saúde

4 de julho de 2019 08:25

Número de casos de coqueluche em Alagoas sobe 150%

Segundo o Ministério da Saúde, foram 36 ocorrências em 2018 contra 14 diagnósticos positivos no ano de 2017

↑ (Foto: Reprodução)

Casos de coqueluche aumentam mais de 150% em Alagoas e deixa o estado na terceira colocação na região Nordeste com incidência da doença. Em 2018 foram 36 diagnósticos contra 14 em 2017, ou seja, um aumento superior a 150%.

Em 2018, o Brasil registrou 2.079 casos de coqueluche, sendo a região Nordeste a segunda do país com maior número de pacientes. Foram com 628 casos confirmados.

De janeiro a junho deste ano, 13 casos confirmados, sem registro de óbitos. No mesmo período do ano passado foram 27. Em 2018 também não houve morte por complicações da doença.

Apesar dos casos terem diminuído no Brasil nos últimos anos, 2018 registrou aumento se comparado a 2017 que foram 1.901 casos, enquanto ano passado foram 2.079. Pernambuco vai na contramão da tendência nacional de diminuição dos casos da doença, sendo o mais afetado do Nordeste e já teve um aumento de mais de 200% no número de notificações em relação aos cinco primeiros meses do ano passado. Em 2018 Pernambuco registrou 371 e em 2017, 253.  Já a Bahia ocupa a segunda posição com 134 em 2018 e 42 em 2017. Alagoas na terceira posição com 36 no ano passado.  Os estados com menor incidência é Sergipe e a Paraíba com dois casos cada. Na tabela ao lado pode ser visto os registros nos 26 estados mais Distrito Federal.

INCIDÊNCIA

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), em 2014, a incidência nacional da Coqueluche era de 4,2 casos por 100 mil habitantes, tendo diminuído para um caso por 100 mil habitantes em 2018, ano em que atingiu 2.079 pessoas.

SINTOMAS

A coqueluche ou pertussis é uma doença infecciosa aguda e transmissível, que compromete o aparelho respiratório (traqueia e brônquios). É causada pela bactéria Bordetella pertussis. A doença evolui em três fases sucessivas. A fase catarral inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca. Em seguida, há acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar. Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte.

Vacina é o melhor meio de prevenção, diz especialista

 

A vacina ainda é a melhor forma de proteger as crianças contra a coqueluche. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclarece que a cobertura vacinal da Pentavalente, destinada a prevenir casos de coqueluche, alcançou 96,2% do público alvo em 2018, ultrapassando o índice mínimo preconizado pelo MS, que corresponde a 95%. A Sesau salienta, ainda, que a distribuição da vacina Pentavalente está ocorrendo normalmente em Alagoas e que as vacinas são disponibilizadas ao público-alvo por meio das Secretarias Municipais de Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

A infectologista Maria Claudiane Bezerra de Souza explica que o quadro tem duração de várias semanas. “Coqueluche é mais frequente em crianças, sobretudo menores de 1 ano. O acometimento de adultos e adolescentes é assintomático ou mesmo não reconhecido, constituindo-se em importante fonte de contaminação para lactentes jovens ainda não vacinados ou parcialmente vacinados, pois não apresentam anticorpos protetores. O período de transmissibilidade se estende de 7 dias após a exposição até 3 semanas após o início das crises de tosse intensa. A vacina tem papel crucial no controle da doença. O PNI preconiza a primeira dose da vacina aos 2 meses de vida, bem como com seus reforços aos 4, 6 e 15 meses de vida”.

PREVENÇÃO

Apenas os indivíduos que já tenham adquirido a doença ou recebido a vacina DTP (mínimo de três doses) não correm o risco de adquiri-la. Não existe característica individual que predisponha à doença, a não ser presença ou ausência de imunidade específica. Graças aos programas de vacinação, a ocorrência de casos de coqueluche no Brasil (que já chegou a cerca de 36 mil casos notificados por ano entre 1981 e 1991) vem sendo reduzida.

TRANSMISSÃO

Acontece principalmente pelo contato direto da pessoa doente com uma pessoa suscetível, não vacinada, através de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou ao falar ou pelo contato com objetos contaminados com secreções do doente.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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