Saúde

17 de junho de 2019 12:26

Associação promove conscientização sobre a Doença Falciforme

Ação integra celebração do Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme

↑ Glóbulos vermelhos alterados pela Doença Falciforme. (Foto: Reprodução/Portal Dráuzio Varella)

Conscientizar a população a respeito da importância do diagnóstico e do tratamento da doença falciforme é o objetivo da Associação Alagoana de Portadores de Doença Falciforme, que irá promover na próxima quarta-feira (19), palestras com informações a respeito da enfermidade ainda pouco conhecida. A ação será realizada às 14h, no auditório do Hemoal, Na Rua Dr. Jorge de Lima, no bairro Trapiche da Barra, em Maceió.

De acordo com o presidente da Associação Alagoana de Portadores de Doença Falciforme, Sidney Santos, a atividade integra a celebração de 19 de junho, Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme. Em Alagoas, a patologia atinge cerca de 700 pessoas. Desde 2008, é obrigatória a notificação da doença após a sua identificação, feita através do teste do pezinho, exame realizado logo após o nascimento do bebê.

Atualmente o medicamento hydrea (Hidroxiureia) é considerado pelos portadores um verdadeiro milagre, já que aumenta a hemoglobina e diminui o número de crises. É tomado por via oral e pode ser adquirido na Farmex – Farmácia de Medicamentos Excepcionais do Estado de Alagoas, pelo alto custo. Conforme Sidney Santos, o medicamento estava em falta há três meses, e foi preciso uma ordem judicial para voltar o seu fornecimento.

ANEMIA FALCIFORME

A doença tem origem na África e é hereditária, ou seja, passa de pai para filho. Por esse motivo, os afrodescendentes são os mais atingidos. É uma doença rara que altera o formato dos glóbulos vermelhos do sangue, o que faz com que eles se rompam mais facilmente, dificultando a passagem do sangue pelos pequenos vasos e a oxigenação dos tecidos.

Além de anemia, a doença falciforme pode obstruir o fluxo sanguíneo, o que causa crises de dor. Entre os sintomas estão infecções, dores e fadiga. A doença não tem cura, mas é tratável.

Fonte: Tribuna Hoje

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