Saúde

26 de março de 2019 11:45

Cardiologista alerta mulheres para o risco de doenças do coração na menopausa

Especialista diz que só no Brasil são 30% das mortes, superando índice de mortalidade de tumores de útero e de mama juntos

↑ Segundo a cardiologista Alayde Rivera, risco da mulher desenvolver doenças do coração aumenta a partir dos 50 anos (Foto: Jonathan Canuto)

A menopausa pode trazer para as mulheres o aumento do risco de doenças e é preciso prevenir os fatores que contribuem para o adoecimento. Sobre o assunto, o TH Entrevista conversou com a cardiologista Alayde Rivera. “A partir dos 50 anos, quando os níveis de estrogênio diminuem no organismo da mulher, a proteção natural contra as placas de gordura nas artérias desaparece e, com isso, o risco de desenvolvimento de doenças do coração aumenta significativamente”, explicou a especialista.

Segundo a médica, é importante prevenir os fatores de risco que contribuem para o aparecimento das doenças cardiovasculares, como o AVC e o infarto do miocárdio. São eles: diabetes, tabagismo, hipertensão (pressão alta), dislipidemia (colesterol alterado), obesidades, sedentarismo, fatores psicossociais (depressão, ansiedade, hostilidade, raiva, condição socioeconômica) e histórico familiar de infarto ou de derrame.

Alayde Rivera contou que as mortes por doenças do coração têm superado as mortes por câncer entre as mulheres. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças do coração são responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulheres no mundo. “Só no Brasil, são 30% das mortes, superando o índice de mortalidade de tumores de útero e de mama juntos”, afirmou a cardiologista.

Na mulher, destacam-se ainda como agravantes para as Doenças Cardiovasculares (DCV) a síndrome dos ovários policísticos (SOP), a hipertensão gestacional, a Pré-Eclâmpsia (PE), a eclâmpsia. Nesse sentido, a American Hearth Association considera a pré-eclâmpsia como uma das principais complicações da gestação associada ao risco cardiovascular.

“A minha recomendação em geral é que a mulher se cuide desde sempre. Que faça acompanhamento médico e que leve uma vida saudável. Não devemos esperar o problema aparecer para começar a tratar”, concluiu.

 

Assista à entrevista na íntegra:

 

 

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