Saúde

30 de janeiro de 2019 18:49

Ministério da Saúde aponta redução de quase 30% nos casos de dengue em Alagoas

Transmitidas pelo Aedes aegypti, Zika e Chikungunya também tiveram redução em 2018

↑ Agentes de Endemias municipais fazem busca ativa dos focos do Aedes aegypti (Foto: Divulgação)

Os casos confirmados de dengue em Alagoas tiveram redução de 27,5% em 2018, quando comparados aos notificados em 2017. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, apontam que, de janeiro a dezembro do ano passado, foram confirmados 2.059 casos, contra 2.839 no mesmo período do ano anterior.

Redução que ocorreu também com a chikungunya, uma vez que, segundo o Sinan, foram 462 confirmações em 2017, contra 134 de 2018, resultando em uma queda de 62,3%. Com relação à Zika – doença que está ligada à microcefalia –, houve o registro de 137 notificações no ano passado e 181 em 2017, ocasionando em uma redução de 24,3%.

A queda no número de casos confirmados de dengue, Zika e chikungunya em 2018, de acordo com o secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, reflete a articulação entre o Estado e os 102 municípios. “Paralelo ao trabalho técnico desenvolvido pelas duas esferas de poder, com o apoio do Ministério da Saúde, a população alagoana tem se conscientizado sobre as medidas de prevenção ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das três doenças”, salientou o gestor da saúde estadual.

As medidas de prevenção evidenciadas pelo secretário de Estado da Saúde, dizem respeito à intensificação das ações com os supervisores de campo, que percorrem as 10 microrregiões de saúde, prestando assistência técnica aos 102 municípios. Por meio deste trabalho, realizado semanalmente, eles acompanham as atividades dos agentes de endemias municipais, gerenciam as informações e dão suporte às atividades de campo.

Ação de cada cidadão – Mas além do trabalho desenvolvido pelos órgãos governamentais, a redução dos casos notificados de dengue, Zika e chikungunya, também ocorreu em consequência do aumento da consciência da população. Tese defendida pelo supervisor de endemias da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Paulo Protásio, que tem verificado maior ação da sociedade no combate aos focos do Aedes aegypti.

“O trabalho dos agentes municipais de endemias é importante, mas, todo cidadão tem papel fundamental na prevenção da proliferação do mosquito transmissor das três doenças. Para isso, além de não manter expostos recipientes com água limpa e parada, é necessário limpar quintais, calhas e caixas d’água, descartando garrafas de plástico ou qualquer recipiente que possa acumular água, por representarem local propício para o mosquito se desenvolver”, orientou.

Fonte: Assessoria

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