Saúde

18 de outubro de 2018 08:47

Número de casos de dengue cai 32% em Alagoas

Mesmo assim, preocupação em torno do contágio pelo Aedes aegytpi deve ser preocupação constante, afirma médico

↑ Infectologista Fernando Maia destaca que a preocupação com a doença e em combater o mosquito deve ser permanente: 'Antes a gente tinha uma boa razão para não querer o Aedes aegypti em casa que era o dengue. Hoje nós temos três que são dengue, zika e chikungunya' (Foto: Sandro Lima)

Entre janeiro e setembro deste ano, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) registrou 1.560 casos de dengue em Alagoas, uma diminuição de 32% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 2.307 casos da doença.

Mesmo com a diminuição, a orientação é de reforçar os cuidados, pois o clima do período conhecido como o “Verão” na região Nordeste, isto é, a partir do início da primavera com tempo mais quente, costuma haver aumento no número de casos.

O infectologista Fernando Maia destaca que a preocupação é constante em torno da doença. Principalmente considerando que o mosquito Aedes aegypti gera outros dois riscos de infecção: zika e chikungunya.

“A preocupação com a dengue é permanente, mas quando começa o Verão, o período das chuvas regulares e tempo mais quente há sempre a possibilidade de aumento nos casos. As orientações são as mesmas, não acumular água em casa, não deixar acumular qualquer objeto que possa acumular água de chuva, em todos os lugares que podem acumular devem ser observados. Antes a gente tinha uma boa razão para não querer o Aedes aegypti em casa que era o dengue. Hoje nós temos três que são dengue, zika e chikungunya”, reforça o médico.

A orientação, segundo o médico, é reforçar os cuidados básicos com a doença e procurar atendimento em caso de sintomas.

“A gente está começando o Verão agora, entrando o Verão/Primavera agora e sempre piora. A população não pode descuidar. Nós não podemos descuidar”, aponta.

RETRAÇÃO

Também entre janeiro e setembro deste ano, a Sesau registrou 102 casos de zika e 131 de chikungunya, com diminuições em relação ao ano anterior, 2017, quando foram registrados 134 e 407, respectivamente.

Os casos das doenças vêm apresentando diminuição desde o ano passado. Os casos de zika e chikungunya no estado tiveram redução de 98% de 2017 para 2016. A diminuição também ocorreu nos casos de dengue, onde ocorreu 95% de retração.

Mesmo assim a diminuição dos índices é vista com cautela, pois novos casos podem surgir com a mudança climática. Apesar da retração expressiva, para os órgãos públicos responsáveis, não é momento de comemorar, os resultados ainda estão sob análise e um agravo no número dos caos ainda é possível, garante a Sesau.

A contaminação por doenças relacionadas ao Aedes aegypti pode causar patologias neurológicas associadas, como encefalite, meningite, mielite, neuromielite óptica e síndrome de Guillain-Barré. Além disso, são reportados casos reumáticos crônicos em pacientes com períodos agudos intensos.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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