Saúde

11 de outubro de 2018 08:37

19% da população de Maceió está obesa

Dia Nacional de Combate à Obesidade reforça preocupação com a doença que já afeta um em cada cinco brasileiros

↑ No Brasil, uma em cada cinco pessoas é obesa; segundo o Ministério da Saúde, prevalência de obesidade cresceu 60% nos últimos dez anos (Foto: Agência Brasil)

Maceió tem 19,4% da população com IMC acima de 30, isto é, considerada obesa. Além disso, 58,7% estão com sobrepeso. Os números chamam a atenção, no Dia Nacional de Combate à Obesidade, para a exposição a doenças relacionadas a que essas pessoas estão submetidas.

A preocupação com o tema fez o Ministério da Saúde anunciar no mês passado que está desenvolvendo um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a obesidade, o primeiro no país sobre o assunto. “O objetivo é que o Protocolo reúna recomendações para a assistência à saúde de usuários adultos portadores de sobrepeso e obesidade, atendidos na atenção básica e especializada no Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma o órgão.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) explica que a prevalência da obesidade é um problema de saúde pública que desencadeia diversas patologias a hipertensão arterial, que pode ocasionar doenças como o infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (avc) e alguns tipos de câncer.

Segundo a Sesau algumas estratégias são desenvolvidas para conter o avanço da obesidade. “As estratégias para prevenção e tratamento deste problema de saúde pública são desempenhadas pelas secretarias municipais de saúde, por meio dos núcleos de promoção da saúde, que incentivam a prática de exercícios físicos, de uma alimentação saudável e da criação de grupos de convivência e das academias de saúde, equipamentos que são financiados pelo Ministério da Saúde (MS)”.

Em todo o país, o percentual de brasileiros obesos é de 18,9%, ou um em cada cinco. A prevalência de obesidade cresceu 60% nos últimos dez anos. As informações são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgadas pelo Ministério da Saúde. “Entre os jovens, de 18 a 24 anos, a obesidade aumentou 110% entre 2007 e 2017. Esse índice foi quase o dobro da média nas demais faixas etárias (60%)”, diz a publicação.

Problema pode atingir 11 milhões de crianças

 

Segundo a Federação Mundial de Obesidade, na próxima década o Brasil deve registrar mais de 11,3 milhões de crianças obesas. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que em 2021, caso não haja mudanças significativas de hábitos e o sobrepeso continue avançando, haverá mais crianças e adolescentes obesos do que com baixo peso. Essa população expõe-se, assim, ao alto risco de desenvolver doenças crônicas como diabetes tipo 2, dislipidemias e hipertensão arterial”, afirma a entidade.

Informações da  Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) chamam a atenção para a prevenção da doença que pode ocasionar outros problemas de saúde.

“A prevenção passa pelo cuidado com alimentação. Por isso, a orientação aos pais deve ser para que conheçam e aceitem a saciedade da criança, sem impor ou exigir a ingestão total ou excessiva dos alimentos. O consumo de frutas, verduras e legumes deve ser estimulado; sempre se atentando ao tipo de gordura consumida. Além disso, é importante não pular refeições e nem substituí-las por lanches”, diz a SBD.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense 2015), identificou que 7,8% dos adolescentes das escolas entre 13 e 17 anos estão obesos, sendo maior entre os meninos (8,3%) do que nas meninas (7,3%).  Já entre crianças, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008/2009 indicou prevalência de excesso de peso de 34,8% e de obesidade 16,6% em crianças na faixa de 5 a 9 anos.

O Ministério da Saúde também disponibilizou R$ 10 milhões para pesquisas e formação que ajudem no combate e controle da obesidade. Ao todo, 27 Universidades serão selecionadas para desenvolver esses projetos.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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