Saúde

21 de agosto de 2018 18:21

Câncer é a doença que mais causa morte em crianças e adolescentes

Se diagnosticado precocemente e tratado de forma adequada, a doença tem mais de 70% de chance de cura

↑ Ilustração

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer infantil hoje é a doença que mais causa morte em crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, representando 8% do total. Ao contrário dos adultos, onde exposições a fatores de risco como tabagismo, álcool e obesidade podem influenciar no aparecimento de câncer, para as crianças ainda não existe um motivo claro que explique o desenvolvimento da doença.

O diagnóstico do câncer em uma criança pode ser bastante complexo, pois alguns sinais podem ser confundidos com doenças comuns da infância. Nesse caso, o papel dos pais ou responsáveis é de extrema importância, além disso, o pediatra, como primeiro médico que a família procura, tem de estar atento para que algum sintoma não passe despercebido.

A pediatra Dalvaci Petrucci, do Hapvida Saúde, alerta: “Toda doença diagnosticada precocemente tem mais chances de cura e com o câncer infantil esse diagnóstico deve ser mais urgente ainda. É uma tarefa difícil, mas perda de peso exagerada, hematomas sem explicação, cansaço fácil, são apenas alguns dos sintomas que nos fazem ficar mais alerta que algo está errado com a criança”.

Para a oncopediatra Andreá Gadelha, oncopediatra, é necessário que as crianças em tratamento tenham uma estrutura digna ao retornarem para casa, para evitar contaminações e infecções. “Muitas das crianças que atendemos vivem em situações precárias, sem a estrutura necessária. Queremos oferecer uma maior chance de cura e qualidade de vida para elas”, explica a médica.

“É preciso ficar atento. Na hora do banho as mães e pais devem apertar a barriguinha, ver se tem algum carocinho no corpo, ter mais atenção com as crianças e, se perceber algo diferente, levar imediatamente ao médico. Os exames anuais de rotina também são importantes. Se o câncer for diagnosticado precocemente e tratado de forma adequada, tem mais de 70% de chance de cura”, orienta Gadelha.

Fonte: Assessoria

Comentários

MAIS NO TH