Saúde

1 de junho de 2018 08:49

No Dia Mundial de Combate ao Tabagismo, médica destaca os perigos do consumo do cigarro

↑ Ilustração

Nesta quinta-feira (31), é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Tabagismo. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano de 1987 e tem como objetivo tentar combater o consumo de cigarro no Brasil.  As estatísticas mais recentes da OMS revelam que, por ano, morrem aproximadamente 5,4 milhões de pessoas por doenças relacionadas com o tabagismo.

De acordo com a clínica geral do Hapvida Saúde, Martha Guimarães, o tabagismo é uma doença epidêmica, pois causa dependência física e psicológica, em função da nicotina.

“É importante frisar que o cigarro causa, ainda, o aumento dos triglicerídeos (um tipo de gordura no sangue), reduz a quantidade do ‘bom’ colesterol (HDL), ajuda a bloquear o fluxo sanguíneo. As substâncias químicas do cigarro danificam as células que revestem os vasos sanguíneos e aumenta significativamente o acúmulo de placas de gordura, além de causar o estreitamento dos vasos sanguíneos, o que contribui, por exemplo, para os infartos”, explica a médica.

Para o coordenador de TI Átila Hevesy, de 37 anos, o vício chegou ainda na adolescência e não foi fácil de se livrar. Voltar a sentir cheiro, gosto na comida e ter fôlego, foram alguns dos benefícios que ele explicou sentir de imediato. “Comecei a fumar com 15 anos e foi preciso um susto para poder me livrar de vez deste mal. Tive uma suspeita de cisto na bexiga e o médico me alertou que era muito comum este tipo de problema em homens fumantes”, destaca.

 Átila lembra ainda que o medo de virar câncer o fez largar de vez o vício. “Eu sou muito ansioso. Desde sempre. Cheguei ao ponto de fumar três carteiras de cigarro por dia. Tive muito medo, já tinha tentado de tudo: remédio, diminuir a quantidade sozinho. Nada dava certo. Aí, com o medo de poder ter câncer, consegui parar de vez”, afirma o profissional de TI.

 Segundo Martha, em geral, o perfil de um fumante é de uma pessoa hipertensa, dislipidêmica, sedentária, ansiosa e, por vezes, diabética, “portanto, com grande possibilidade de evoluir com acidente cardiovascular. Isso, sem deixarmos de mencionar patologias pulmonares, como DPOC e neoplasias malignas”, explana a profissional.

“Sempre procuro alertar aos meus pacientes sobre a importância de abandonar esse mau hábito que, além do câncer, também pode causar doenças cardiovasculares severas, levando à morte. O processo educativo e de orientação deve ser iniciado ainda na fase escolar, para que as crianças e os adolescentes de hoje, não se tornem dependentes no futuro”, esclarece a médica do Hapvida.

Além de mudar o paladar e o olfato, o profissional de TI comemora que, ao largar o cigarro, ele ganhou outro vício: o do pedal. “Eu ficava fedendo, tinha os dedos amarelos e tudo isso acabou quando parei de fumar. Conforme o fôlego voltou, eu senti mais prazer em praticar atividade física, acabei me tornando um ciclista. Hoje, meu novo vício é pedalar 10 km por dia. Uma grande vitória”, ressalta.

Fonte: Assessoria

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