Saúde

23 de maio de 2018 08:05

Clínica de equoterapia encerrará atividades por falta de recursos

Desde fevereiro, os repasses da Sesau deixaram de ser efetuados; órgão diz que trabalha para resolver a pendência

↑ Clínica realiza 480 atendimentos mensais para tratamento de portadores de necessidades especiais (Foto: Cortesia)

A direção da Clínica de Equoterapia Dr. Bráulio Cavalcante, localizada no bairro do Antares, em Maceió, enfrenta dificuldades financeiras e afirma que encerrará as atividades até o fim do mês caso a situação persista. A clínica realiza 480 atendimentos mensais para tratamento de portadores de necessidades especiais.

Segundo a responsável pela instituição, a médica Clarice Macedo, as complicações financeiras são decorrentes da falta de repasses por parte da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

“Até então o pagamento era feito por um convênio que não era assinado, não havia nada oficializado. Então o que eles alegam agora é que mudou o sistema de pagamento e que não poderia mais efetuar o pagamento desta forma, que seria necessário a oficialização de convênio. Este não é um caso isolado, outros clínicas de equoterapia no estado também estão na mesma situação. O último pagamento foi em fevereiro e até agora nada foi resolvido. A informação que recebemos é de que falta uma assinatura para a conclusão”, explica.

A falta de recursos já tem impactado em diversas áreas da clínica. A diretora diz que as dificuldades vão desde o pagamento de funcionários até a manutenção das instalações.

“A gente está numa dificuldade muito grande, desde fevereiro. Maio já está acabando e realmente a gente não tem como manter sem esse repasse. Para a gente manter toda uma estrutura sem o repasse fica muito difícil. Aí não tem como a gente manter. Vamos segurar até o fim do mês para ver qual é o posicionamento. Se não tiver nenhum posicionamento teremos que encerrar os atendimentos”, lamenta.

A Sesau reconheceu a situação e explicou que existe um convênio entre as parte, mas o que ocorreu foi o término do prazo de um termo de cooperação entre as partes. A suspensão dos pagamentos ocorre enquanto o termo é renovado.

“A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclarece que está adotando as medidas administrativas para realizar o pagamento”, disse o órgão.

No entanto, não estipulou prazo para que a situação seja normalizada. Ainda de acordo com Sesau os serviços precisam ser mantidos para que a população continue recebendo a assistência uma vez que o serviço tem eficácia comprovada. Os pagamentos deverão ser pagos de forma retroativa quando houver a liberação do termo, aponta o órgão.

 

 

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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