Saúde

26 de abril de 2018 16:56

Especialista alerta que café em excesso pode abalar o sistema nervoso

O maior risco não é consumir o café em si, mas o consumo exagerado da cafeína pura

↑ Ilustração

Você sabia que o café é uma das bebidas mais consumidas do mundo? Está presente no trabalho, em casa e em quase toda esquina. O café é composto por várias substâncias e, segundo a cardiologista e nutróloga Aléssia Palhano, do Hapvida Saúde, algumas fazem bem e outras fazem muito mal.

“A bebida é rica em cafeína, o maior problema do café não é essa substância em si, mas a dose que é ingerida devido o alto poder estimulante e energizante”, explica a especialista.

O café também é rico em polifenóis, substâncias antioxidantes, que combatem radicais livres e até atuam na prevenção do câncer. A presença do ácido clorogênico, que protege o fígado, é outro fator positivo da bebida. O principal cuidado que devemos ter é com a dose, explica a médica.

“O exagero no consumo de café leva ao vício. Isso eleva o cortisol e causa sobrecarga aos rins, o ideal é tomar apenas uma xícara pequena de café, logo ao amanhecer. Não se deve colocar açúcar nem adoçante, como muita gente faz”, recomenda Aléssia.

Café, assim como qualquer outro grão, contém antinutrientes, substâncias que existem para impedir que as sementes germinem. Elas têm a característica de impedir a absorção de algumas vitaminas, em especial, as do complexo B, também os minerais, como magnésio, ferro, entre outros.

“Para se proteger disso, basta tomar o café em jejum. Se você consumir depois de outras refeições, você terá perda nutricional”, orienta a cardiologista.

O maior risco não é consumir o café em si, mas o consumo exagerado da cafeína pura, pois assim como em alguns termogênicos, refrigerante, energéticos, é bastante perigoso. A médica explica, ainda, que cafeína é uma droga legalizada que prejudica o organismo. Automaticamente, pessoas que consomem café, especialmente, em grandes quantidades, terão o sistema nervoso abalado, com sintomas de depressão, síndrome do pânico e estresse, por exemplo.

 

Fonte: Assessoria

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