Saúde

23 de fevereiro de 2018 12:47

Você sabe o que é vaginite? Ginecologista alerta sobre sintomas, tipos e tratamentos

↑ Ilustração

Um termo pouco conhecido pelas mulheres, até mesmo para aquelas que costumam ir ao ginecologista pelo menos uma vez por ano fazer aquela revisão que é recomendada por todos os ginecologistas. Pois é, estamos falando sobre vaginite, que nada mais é do que um termo usado para qualquer infecção ou inflamação na vagina.

De acordo com a ginecologista do Hapvida Saúde, Ana Larissa Bezerra, existem vários tipos de vaginite, causas e sintomas. Desde a infecção por cândida, a vaginose, que é bacteriana, a vaginite por tricomoníase e até mesmo a vaginite não infecciosa.

“A infecção pelo fungo cândida é provavelmente a forma mais conhecida de vaginite. Ela ocorre quando o fungo cândida cresce na vagina. As infecções por fungos produzem corrimento vaginal branco e espesso que geralmente não tem odor. Infecções por cândida geralmente fazem a vagina e vulva ficarem vermelhas e coçando”, explica a médica.

Ela alerta também que a vaginose bacteriana é a mais comum infecção vaginal em mulheres na idade reprodutiva. “Ela é causada por supercrescimento de bactérias que, geralmente, estão presentes na vagina. Vaginose bacteriana frequentemente causa corrimento vaginal leitoso e fino com odor. Muitas mulheres com vaginose bacteriana não apresentam sintomas e somente descobrem que a têm durante exame ginecológico de rotina”, ressalta a especialista do Hapvida.

Já a vaginite por tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível que é causada por um parasita unicelular. “Tricomoníase pode causar coceira, queimação e sensibilidade na vagina e vulva, assim como sensação de queimação ao urinar. Muitas mulheres com tricomoníase não desenvolvem sintomas”, pontua a médica.

Quando o assunto é vaginite não-infecciosa a especialista explica que essa forma de vaginite é geralmente causada por reação alérgica ou irritação por sprays, gels, espermicidas ou outros produtos aplicados na vagina. A vaginite não-infecciosa pode causar queimação, coceira ou corrimento vaginal, mesmo que não exista infecção.

Tratamento para vaginite

De acordo com a ginecologista, a chave para o tratamento de vaginite é descobrir o seu tipo. O tratamento deve ser específico para o tipo de vaginite da paciente. Segundo ela, é importante procurar um médico para que ele prescreva o tratamento adequado para o tipo de vaginite da paciente. “Como alguns casos de vaginite não apresentam sintomas, é importante fazer exames ginecológicos regulares”, alerta.

Veja os tipos de tratamento para cada caso de vaginite:

Tratamento de vaginite por cândida

As infecções por fungos geralmente são tratadas com cremes ou óvulos antifungos colocados dentro da vagina. 

Tratamento para vaginite por vaginose bacteriana

As vaginoses bacterianas são tratadas com antibiótico oral ou tópico.

Tratamento de vaginite decorrente de doenças sexualmente transmissíveis

As formas de vaginite por doenças sexualmente transmissíveis precisam de tratamento médico imediato. É importante evitar contato sexual até que esteja tratada para prevenir a transmissão da infecção. O parceiro sexual da mulher também precisará de tratamento. Clamídia e tricomoníase são tratadas com antibióticos. Já infecções por herpes genital e HPV não podem ser curadas, mas podem ser controladas com ajuda de medicamentos.

Tratamento de vaginite não-infecciosa

A vaginite não-infecciosa pode ser tratada interrompendo o uso do produto que causou a reação alérgica ou irritação. O médico também pode receitar pomada para ajudar a reduzir os sintomas.

De acordo com Ana Larissa, é preciso atenção e cuidado. Para ela, a prevenção é sempre o melhor caminho e existem algumas coisas que as mulheres podem fazer para reduzir o risco de vaginite. “Se tiver infecções frequentes por fungos como a cândida, a mulher pode evitar roupas que acumulam calor e umidade. É importante também evitar sprays e produtos que podem causar irritação vaginal e praticar o sexo seguro para ajudar a prevenir as formas de vaginite decorrentes de doenças sexualmente transmissíveis”, destaca.

Fonte: Assessoria

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