Saúde

Portadores de Hemofilia participam de mutirão de autocuidado no Hemoal

Pacientes passaram por exames e aprenderam a realizar a profilaxia dos fatores de coagulação

Por Assessoria 20/04/2017 21h57
Portadores de Hemofilia participam de mutirão de autocuidado no Hemoal
Reprodução - Foto: Assessoria

Os 237 alagoanos acometidos por hemofilia, doença genética e hereditária que afeta a coagulação do sangue, participaram de um mutirão promovido pelo Hemocentro de Alagoas nestas quarta (19) e quinta-feira (20). Durante a ação, que ocorreu no Ambulatório de Hematologia, localizado no bairro Trapiche, em Maceió, os pacientes realizaram exames, passaram por consultas e aprenderam a realizar a profilaxia dos fatores de coagulação VIII e IX.

Para isso, o Hemoal mobilizou toda a equipe multidisciplinar, formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, odontólogos, fisioterapeutas e nutricionistas. Esses profissionais ensinaram os cuidados que os portadores da hemofilia devem adotar em seu cotidiano, para que sejam evitadas lesões que podem provocar graves sangramentos.

Acompanhados de seus familiares, os portadores de hemofilia receberam as recomendações para que possam armazenar corretamente as proteínas sintéticas Fatores VIII e IX em suas residências. Isso porque, essa medicação deve estar acondicionada em geladeiras, segundo a coordenadora do Ambulatório de Hematologia do Hemoal, hematologista Alexandra Ludugero.

“O Hemoal distribui gratuitamente os Fatores de Coagulação VIII e IX. Eles podem ser utilizados em dose domiciliar, quando o paciente apresenta a forma grave da doença e, ao sofrer um machucado, são ministrados para evitar hemorragias. Com isso, não precisam vir às pressas para serem atendidos no Ambulatório de Hematologia do Hemoal”, explicou Alexandra Ludugero, que também é hematologista.

Essa orientação foi repassada a dona de casa Luci Athayde Oliveira, avó de Carlos Eduardo Oliveira, 9 anos, que teve o diagnóstico aos dois anos, após sofrer um queda e ter uma grave hemorragia. “Ele sempre foi criado comigo e, quando tinha dois levou uma queda e machucou a boca. Foi tanto sangue que fiquei desesperada. Levei meu neto até o HGE [Hemocentro de Alagoas] e um médico suspeitou de hemofilia e encaminhou a gente até o Hemoal”, relatou.

Desde então, o garoto é acompanhado pela equipe multidisciplinar do Ambulatório de Hematologia do Hemoal e vem recebendo o tratamento necessário. “Nunca mais Carlos Eduardo teve uma crise por conta da hemofilia. Agora eu fico sempre vigilante tomo todos os cuidados, já que ele mora comigo”, disse avó do garoto, Luci Athayde Oliveira.

A doença – A hemofilia A, que representa 80% dos casos, ocorre devido à deficiência do fator VIII. Já a hemofilia B, ocorre pela deficiência do fator IX. A hemofilia, cujo caso mais notório do Brasil ocorreu com o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, é uma doença genética, transmitida dos pais para os filhos, no momento em que a criança é gerada.

Entre os principais sintomas estão sangramentos internos, principalmente nos músculos, desencadeando decorrentes de machucados. Com isso, surgem manchas roxas ou sangramentos, que levam um tempo maior do que o convencional para pararem, devido a deficiências dos fatores de coagulação.