Saúde

14 de janeiro de 2017 09:20

Células-tronco extraídas dos dentes de leite disponível em Maceió

Ainda mais promissora do que a coleta do sangue do cordão umbilical, nova técnica que chega a Alagoas por meio do Instituto Karina Leite é também mais acessível para quem quiser investir na saúde futura de seus filhos

Os dentes de leite, quem diria, escondem um tesouro cada vez mais valorizado pela Medicina: assim como ocorre no sangue do cordão umbilical, estudos recentes mostram que a polpa destes dentinhos contêm células-tronco com potencial de serem ainda mais úteis no futuro para o possível tratamento de diversas doenças, tais como diabetes tipo 1, fraturas ósseas e lesões musculares, entre muitas outras aplicações. 

A principal vantagem das células-tronco dos dentes de leite em relação às do cordão umbilical está em sua versatilidade: diferentemente destas últimas, que só podem ser utilizadas para produzir células sanguíneas, as encontradas no interior dos dentes podem virar novas células de osso, de tecido cardíaco ou nervoso, músculo, gordura e até cartilagem, com grande capacidade de autorrenovação.

“Outra boa notícia é que sua coleta e congelamento são feitos em um processo bem mais simples e acessível do que o realizado no momento do parto, com várias oportunidades durante todo o período de troca dos dentes de leite, que vai dos 6 aos 12 anos de idade”, explica a cirurgiã-dentista Karina Leite, que acaba de ser a primeira a trazer a técnica a Alagoas.

Basta um único dentinho de criança para que sejam extraídas cerca  de 7 milhões de células-tronco. Mas seu armazenamento para uma possível futura utilização requer uma série de cuidados e procedimentos especiais. “O primeiro deles é saber o momento certo para realizar a extração do dente, que não pode estar completamente mole e precisa ter ainda pelo menos um terço de sua raíz preservada”, explica Karina. O processo de coleta deve ser feito no consultório de um dentista especialmente capacitado para preservar seu valor e evitar contaminação (já que a boca humana contém mais de 500 espécies de bactérias), obedecendo a um rigoroso protocolo de armazenamento para que em até 48 horas o material chegue a um laboratório especializado em São Paulo, onde será realizada a extração de sua polpa. Após uma série de testes e procedimentos de isolamento e multiplicação, as células seguem para a etapa de criopreservação, ficando depois armazenadas em temperaturas que chegam a quase 200º C negativos).

Além da facilidade, o grande diferencial do armazenamento da célula-tronco extraída da polpa do dente de leite é a possibilidade de expansão do material. “Isso é importante porque determinadas doenças ou lesões podem exigir a utilização de uma grande quantidade de células-tronco em uma terapia”, explica Karina Leite. “Trata-se de um investimento para o futuro da saúde dos filhos. Apesar de ainda não sabermos o total potencial destas células, as pesquisas neste sentido estão avançando muito rapidamente”, completa.

 

Fonte: Assessoria

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