Política
FLÁVIO BOLSONARO: O BRASIL CORRE O RISCO DE REPETIR OS ERROS DO PASSADO?
Fernando Collor 2.0? O eleitor precisa abrir os olhos antes que seja tarde demais!
O Brasil já pagou um preço alto por depositar esperanças excessivas em salvadores da pátria. A história política brasileira tem lições que não podem ser ignoradas, e uma delas é a eleição de Fernando Collor de Mello, em 1989, apresentado como o símbolo da renovação, da modernidade e do combate aos privilégios. O desfecho daquele governo entrou para a história com uma crise política devastadora e o impeachment, em 1992.
Agora, diante da possibilidade de Flávio Bolsonaro ocupar a Presidência da República, cabe ao eleitor fazer uma pergunta incômoda, porém necessária: o Brasil está diante de um novo projeto de futuro ou corre o risco de repetir velhos erros com uma nova embalagem?
A comparação com Collor não significa afirmar que os dois sejam idênticos ou que seus destinos serão necessariamente iguais. Significa alertar para os perigos de uma política construída em torno de sobrenomes, personalidades fortes, discursos de confronto e promessas que precisam ser examinadas com rigor.
O eleitor não pode trocar a análise dos fatos pela paixão política. Não pode confundir popularidade com competência, discurso de moralidade com integridade comprovada, nem fidelidade a um líder com compromisso verdadeiro com o povo.
Flávio Bolsonaro precisa ser avaliado por suas propostas, sua trajetória pública, suas posições políticas, seus compromissos com a democracia e sua capacidade de responder às questões que realmente importam: emprego, saúde, educação, segurança, combate à corrupção e redução das desigualdades.
O sobrenome não é programa de governo. A herança política não é certificado de competência. E nenhuma família está acima do julgamento público.
Fernando Collor foi eleito em meio a grandes expectativas e acabou protagonizando uma das crises mais marcantes da Nova República. Essa memória deve servir de advertência, não de sentença antecipada contra qualquer candidato.
Por isso, quem defende Flávio Bolsonaro tem o direito de fazê-lo. Mas também tem o dever de cobrar respostas, fiscalizar promessas e exigir transparência. Apoio político não pode significar cheque em branco.
E quem se opõe a ele precisa apresentar argumentos, fatos e propostas, sem recorrer a acusações sem provas. A crítica política é mais forte quando se sustenta na verdade.
A democracia não exige que todos pensem igual. Exige que todos tenham responsabilidade pelas escolhas que fazem.
AMANHÃ, NÃO ADIANTA RECLAMAR DAQUILO QUE HOJE SE RECUSA A EXAMINAR!
O voto é livre, mas suas consequências alcançam milhões de brasileiros. Antes de apertar a tecla da urna, investigue, compare, questione e pense nos mais pobres, nos trabalhadores, nos aposentados e nas futuras gerações.
O Brasil não precisa de mitos políticos. Precisa de governantes comprometidos com a Constituição, com a ética, com a transparência e com a vida real da população.
A história não se repete obrigatoriamente, mas pode ensinar a quem tem coragem de aprender.
Não transforme seu voto em devoção a um sobrenome. Não entregue seu futuro a promessas sem cobrança. Não permita que a paixão política cale sua consciência.
Porque, quando o eleitor deixa de fiscalizar o poder, quem paga a conta é o povo. E, quando a conta chega, ela não pergunta em quem você votou: ela chega para todos.
Uma reflexão de cidadania, responsabilidade democrática e compromisso com o futuro do Brasil.
ANTONIO FERNANDO DA SILVA(FERNANDO CPI)JORNALISTA.REGISTRO PROFISSIONAL DE JORNALISTA Nº 0002099/2021/MTE/BRASIL.PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS JORNALISTAS INDEPENDENTES DO ESTADO DE ALAGOAS.BACHAREL E POS GRADUADO EM DIREITO CESMAC ALAGOAS.
Mais lidas
-
1O retorno de um ícone do horror
Quem é o pai de Jason Voorhees? Elias Wittering muda a origem do assassino em Crystal Lake
-
2Até 25 de outubro
BRK está com vagas abertas para diferentes áreas na Região Metropolitana de Maceió
-
3Itapecerica da Serra
Mulher é estuprada após sair em van clandestina de Alagoas para São Paulo
-
4Neste domingo
Caminhada Bora Lula reúne apoiadores e leva a mobilização política às ruas de Maceió
-
5Eleição independente
Eleições: quem não votou no primeiro turno pode participar do segundo




