Política

Jornalistas de Alagoas realizam ato para consolidar apoio à reeleição de Lula

Por Thayanne Magalhães - repórter / Tribuna Independente 16/10/2026 09h21 - Atualizado em 16/10/2026 09h55
Jornalistas de Alagoas realizam ato para consolidar apoio à reeleição de Lula
Presidente do Sindjornal, Alexandre Lino, destaca a defesa da soberania nacional e da segurança institucional - Foto: Edilson Omena

Jornalistas de Alagoas se reúnem nesta sexta-feira (16), às 19h, em Maceió, para um encontro de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o tema “Jornalistas de Alagoas com Lula”, a atividade será realizada no restaurante Ôxe Comidas Nordestinas, no bairro da Jatiúca, e pretende reunir profissionais da imprensa em torno de pautas como democracia, soberania nacional e cidadania.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal), Alexandre Lino, afirma que a iniciativa reflete posicionamentos compartilhados por muitos profissionais da categoria.

“Tenho falado que 9 em cada 10 jornalistas que conheço votam em Lula. Alguns reconhecem o governo e outros encaram seu nome como uma alternativa pela segurança institucional”, declarou.
Para Lino, o encontro será uma oportunidade de reunir profissionais da comunicação em torno de princípios democráticos.

“Este evento será um momento de reunião dos jornalistas para que a gente siga defendendo a democracia, a soberania e a cidadania”, afirmou.

A mobilização ocorre em um cenário de polarização política no país, com o debate sobre o funcionamento das instituições democráticas, a liberdade de imprensa e os rumos do governo federal no centro da disputa eleitoral. A iniciativa reúne profissionais que manifestam apoio a Lula e defendem a continuidade de seu projeto político.

ATAQUES À IMPRENSA

O governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022, foi marcado por confrontos frequentes com jornalistas e veículos de comunicação. Levantamentos de entidades representativas da categoria registraram ataques verbais, tentativas de descredibilização da imprensa, intimidações e episódios de violência contra profissionais durante o período.

Segundo relatório da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), foram registrados 453 ataques contra jornalistas, comunicadores e meios de comunicação em 2021. Em 69% dos casos, as agressões foram atribuídas a agentes estatais. O próprio Bolsonaro foi apontado como autor de 89 ataques naquele ano.

Em 2022, a situação se agravou. A Abraji contabilizou 557 ataques ao longo do ano, crescimento de 23% em relação ao período anterior. Em 41,6% dos episódios, houve envolvimento de pelo menos um integrante da família Bolsonaro. A entidade também identificou aumento de agressões físicas, intimidações, ameaças e destruição de equipamentos utilizados por jornalistas.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), por sua vez, registrou 376 ataques à categoria em 2022 e apontou Bolsonaro como o principal agressor, com 104 ocorrências atribuídas a ele. No balanço dos quatro anos de governo, a entidade contabilizou 570 ataques do ex-presidente a veículos de comunicação e jornalistas entre 2019 e 2022.

Os registros incluem manifestações públicas destinadas a desqualificar o trabalho jornalístico, agressões verbais e outras formas de pressão sobre profissionais e empresas de comunicação. Organizações da área apontaram que esse ambiente contribuiu para ampliar a insegurança no exercício da profissão e comprometeu o debate público sobre a liberdade de imprensa.