Política
Analista projeta favoritos na eleição para Câmara e Assembleia Legislativa
Para ida à Brasília cenário de favoritismo está com federação do União Progressista, enquanto na ALE, maioria dos cotados é do MDB
O principal analista político de Alagoas, o professor Marcelo Bastos, que foi o entrevistado do TribunaPod, o podcast da Tribuna Independente, e fez um relato minucioso sobre as eleições do próximo dia 4 de outubro. Com base em pesquisas de consumo interno, além do desempenho dos candidatos em campanhas passadas, tamanho dos partidos e nas campanhas de rua e nas redes sociais, o analista político fez a lista dos prováveis eleitos para deputados federais e estaduais de Alagoas.
Além do contexto sobre a disputa proporcional – Poder Legislativo –, Marcelo Bastos afirmou que a eleição para o Governo de Alagoas será decidida no primeiro turno, e que para o Senado, a previsão é um tríplice empate.
O analista político apresentou uma simulação com os nomes que, na avaliação dele, estariam entre os possíveis eleitos para a Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) nas eleições de 2026. A projeção, no entanto, não representa resultado oficial e pode sofrer alterações até o dia da votação. Bastos ressaltou que o levantamento representa uma análise do cenário eleitoral e não uma previsão definitiva do resultado das urnas.
BANCADA FEDERAL
Na avaliação de Marcelo Bastos, a Federação União Progressista aparece com condições de conquistar quatro vagas de deputado federal. Três nomes, segundo ele, estariam eleitos: Álvaro Lira (PP), Fábio Costa (PP) e Marx Beltrão (União Brasil). A disputa pela quarta cadeira ficaria, em seu prognóstico, entre Daniel Barbosa (PP) e Nivaldo Albuquerque (União Brasil).
No MDB, Bastos projeta a conquista de duas vagas, embora considere que o partido poderá enfrentar maior dificuldade para alcançar esse resultado. Os nomes apontados por ele como eleitos são dos deputados Isnaldo Bulhões e Rafael Brito.
O PSD também aparece com força na análise, já que a legenda teria duas vagas praticamente asseguradas e possibilidade considerável de conquistar uma terceira cadeira.
Luciano Amaral é apontado pelo analista como um nome certo, e que será novamente um dos mais votados. Outras vagas seriam disputadas entre Davi Maia, Júlia Nunes, Samira do Basto e Rui Palmeira. Na prática, segundo o prognóstico apresentado, esses quatro nomes disputariam uma ou duas cadeiras, dependendo do desempenho eleitoral do partido e da distribuição final das vagas.
A situação seria mais complicada para a federação formada por PSDB e Cidadania. Marcelo Bastos avalia que o grupo poderá não atingir diretamente o quociente necessário para assegurar uma cadeira, mas poderá fazer um por sobras de vagas. E o nome mais provável seria o de Gilvan Barros, ex-deputado estadual.
No Podcast da Tribuna, o analista destacou, que ao apresentar as projeções, já que realiza esse tipo de levantamento há vários anos, existe um alto índice de acerto superior a 80% em eleições anteriores, chegando, segundo ele, a 100% em algumas ocasiões.

LEGISLATIVO ESTADUAL
Já a disputa pelas 27 cadeiras da Assembleia Legislativa, e que apresenta um cenário mais definido, Marcelo Bastos projetou a formação da próxima bancada estadual e apontou o MDB como a legenda com maior número de vagas certas.
De acordo com a análise, o MDB poderá eleger 15 deputados estaduais e ainda teria possibilidade de conquistar uma 16ª cadeira. Os nomes consolidados seriam os de Marcelo Victor; Alexandre Ayres; Cibele Moura; Cícero Cavalcante; Paulinho Mendonça; Ricardo Nezinho; Hugo Wanderley; Fátima Canuto; Remi Calheiros; Dudu Ronalsa; e Lelo Maia.
As demais vagas seriam disputadas por Inácio Loiola; Francisco Tenório; Gilvan Filho; André Silva; Guilherme Lopes; Henrique Chicão, Marcos Beltrão; e Gabi Gonçalves.
Na Federação União Progressista, Marcelo Bastos calcula quatro cadeiras, com possibilidade de uma quinta. Fernando Pereira, Antônio Albuquerque e Delegado Leonam estariam praticamente eleitos. E, Rose Davino, Mesaque Padilha e Neno da Laje são citados na disputa pelas demais vagas.
O PSDB/Cidadania faz dois, com uma possibilidade remota de eleger um terceiro. Os eleitos seriam Tenorinho e Lucas Barbosa. Disputariam uma vaga, caso faça três, Francisco Sales e Leo Loureiro. Já a Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PcdoB e Partido Verde, segundo ele, elegeria Ronaldo Medeiros, e disputariam duas vagas os nomes de Silvio Camelo, Marcos Barbosa, Bruno Albuquerque e Teca Nelma.
DIFICULDADE
Um nome conhecido do cenário político, o deputado Paulão não aparece na lista. O analista aponta um cenário de extrema dificuldade para a reeleição do deputado federal Paulão. Em suas projeções, cuja avaliação baseia-se em fatores estruturais e de desempenho das nominatas partidárias no estado, onde a análise do cenário eleitoral leva em conta o tamanho das legendas e o quociente eleitoral necessário para garantir cadeiras na Câmara dos Deputados, partidos e federações concorrentes (como o MDB e a União Progressista) têm apresentado chapas consideradas mais robustas e consolidadas, o que reduz o espaço de sobra para a Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) à qual Paulão pertence.
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