Política
Deputada faz balanço dos 50 dias de mandato e reafirma trajetória de “petista raiz”
Candidata à reeleição, Elida Miranda aposta no diálogo permanente com os movimentos sociais
Na contagem regressiva para as eleições do próximo domingo (4/10), a deputada estadual Elida Miranda (PT) faz um balanço dos primeiros 50 dias de mandato na Assembleia Legislativa de Alagoas e rearfima uma característica que considera central em sua trajetória política: a militância construída, desde os 21 anos, dentro de um único partido e em diálogo permanente com os movimentos sociais.
“Eu sou uma petista raiz, legítima, filha da luta”, define Elida, ao falar sobre sua trajetória. Filiada ao PT desde os 21 anos, ela nunca esteve em outra legenda. Sua atuação política passou pela militância partidária, pelos movimentos sociais e pelo sindicalismo, chegando a espaços nacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e à Executiva Nacional da entidade.
Entre a militância no PT, a atuação sindical e os movimentos sociais e o exercício do mandato parlamentar, Elida avalia que tem procurado estabelecer uma linha de continuidade entre a atuação que construiu fora do Legislativo e as pautas que passou a defender institucionalmente.
A chegada da deputada à Assembleia Legislativa ocorreu em 11 de agosto deste ano, depois de uma trajetória eleitoral que incluiu candidaturas à Câmara Municipal de Maceió e à vice-prefeita de Maceió. Em 2022, Elida concorreu à Assembleia e ficou na suplência. A votação obtida naquele pleito abriu caminho para que, quatro anos depois, assumisse o mandato atual na ALE.
Coerência
A atuação parlamentar de Elida tem sido marcada pela apresentação de propostas relacionadas a temas que já faziam parte de sua trajetória política: direitos das mulheres, igualdade racial, agricultura familiar, acessibilidade, bibliotecas escolares, cultura popular, direitos humanos e políticas voltadas à população LGBTQIA+ .
Entre as iniciativas está o projeto que cria diretrizes para lavanderias públicas comunitárias, relacionado à política de cuidados e à divisão do trabalho doméstico; a proposta voltada à transparência dos critérios remuneratórios e ao enfrentamento das desigualdades salariais entre homens e mulheres; e o projeto que institui o Programa Estadual de Feiras Regionais Multibandeiras da Agricultura Familiar, com foco na comercialização e no escoamento da produção familiar, agroecológica e orgânica.
A agricultura familiar, segundo Elida, também tem relação direta com a autonomia econômica das mulheres do campo. “A agricultura familiar é um espaço de muita atuação das mulheres. Então, claro que toda a sociedade sai ganhando, mas, em especial, as mulheres”, afirma.
Na área de igualdade racial, o mandato incorporou propostas relacionadas às comunidades quilombolas e à ampliação da participação de negros, indígenas e quilombolas nas políticas de cotas. A parlamentar também apresentou projeto voltado às bibliotecas escolares e iniciativa relacionada à acessibilidade, como a disponibilização de cardápios em Braille.
A defesa dos direitos humanos e das populações historicamente sub-representadas também está entre os eixos que Elida levou para o mandato. Na posse, ela afirmou que a população LGBTQIA+ e a luta antirracista teriam atenção em sua atuação parlamentar.
“Continuo com os dois pés na luta, fazendo toda essa caminhada em um único partido, porque é nesse espaço que acredito que a gente fortalece nossa luta”, ressalta. A deputada também faz uma distinção entre sua trajetória e a de pessoas que, segundo ela, passaram a se identificar com o PT mais recentemente. “Acredito muito na inteligência do eleitorado. É muito fácil os metidos a sabido se declararem petistas, mesmo sem ser. São petistas desde ontem, mas se declaram porque o presidente Lula está no governo”, diz com sua firmeza peculiar.
Para Elida, a identificação do eleitorado com sua história política será um dos elementos presentes na eleição. “Acredito na capacidade de análise do eleitor. O eleitorado alagoano sabe que Elida é PT, de verdade e desde sempre. Então, isso vai fazer toda a diferença”, afirma.
A parlamentar também relaciona a disputa estadual ao cenário político nacional e à necessidade, segundo sua avaliação, de ampliar a representação do projeto político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Legislativo estadual.
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