Política
Elida Miranda transforma trajetória de luta em atuação dentro da Assembleia
Candidata à reeleição pelo PT leva para a campanha uma história construída nos movimentos sociais e uma atuação parlamentar voltada às mulheres, ao trabalho e aos direitos sociais
A campanha de Elida Miranda à reeleição para a Assembleia Legislativa de Alagoas chega à reta final marcada por uma trajetória que começou muito antes do mandato. Militante do Partido dos Trabalhadores, com passagem pelo movimento estudantil, sindical e pelas lutas sociais e de direitos humanos, Élida chegou ao Parlamento depois de quase duas décadas de participação política e organização coletiva.
A experiência construída fora dos espaços tradicionais de poder passou a orientar também sua atuação parlamentar. Entre as iniciativas apresentadas pela deputada estão propostas relacionadas à política de cuidados, à autonomia das mulheres e à igualdade no mundo do trabalho. Um dos projetos em tramitação na Assembleia institui diretrizes para lavanderias públicas comunitárias como parte de uma política de cuidados em Alagoas. Outro trata da transparência dos critérios remuneratórios e da prevenção da discriminação salarial entre mulheres e homens na administração pública estadual.
A defesa da cultura e da identidade afro-brasileira também aparece entre as pautas levadas por Elida ao Legislativo. Em agosto, por iniciativa da deputada, a Assembleia realizou uma sessão solene em homenagem ao Dia do Maracatu, reunindo representantes da manifestação cultural de diferentes regiões do Estado. A iniciativa destacou a importância histórica, artística e social do maracatu para Alagoas e para o Brasil.
A parlamentar também apresentou proposta voltada ao fortalecimento das bibliotecas escolares, com medidas de transparência e acompanhamento da universalização desses espaços na rede estadual de ensino, além de diretrizes para valorização da biblioteconomia. A matéria foi protocolada em setembro e segue em tramitação na Assembleia.
Elida assumiu o mandato neste ano depois de ter sido segunda suplente da Federação Brasil da Esperança nas eleições de 2022. Agora, candidata pelo PT com o número 13500, transforma a experiência desses primeiros meses no Parlamento em argumento para a continuidade do projeto político que defende.
Na reta final da campanha, Elida percorre Alagoas apresentando uma candidatura construída sem herança política e vinculada à militância, aos movimentos sociais e à defesa de direitos. A proposta é ampliar a presença de mulheres nos espaços de decisão e fazer do mandato uma extensão das lutas que marcaram sua trajetória antes mesmo de chegar à Assembleia.
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