Política

Governo de Alagoas: candidatos já gastaram R$ 8,1 milhões

Senador Renan Filho e ex -prefeito JHC concentram quase totalidade dos gastos feitos com campanha no primeiro turno

Por Emanuelle Vanderlei / Tribuna Independente 26/09/2026 08h13 - Atualizado em 26/09/2026 08h59
Governo de Alagoas: candidatos já gastaram R$ 8,1 milhões
Dados sobre os gastos nas campanhas eleitorais estão disponíveis no sistema da Justiça Eleitoral - Foto: Sandro Lima / Arquivo

Em Alagoas, na reta final do primeiro turno da campanha eleitoral, os candidatos ao Governo de Alagoas já gastaram, oficialmente, R$ 8.111.831. De acordo com dados do Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados até a última sexta-feira (25), esse e o total de despesas reunindo as campanhas de Renan Filho (MDB), JHC (PSDB), Lenilda Luna (UP) e Márcio Jambo (DEM).

O montante quase total diz respeito às duas maiores coligações, encabeçadas pelo senador Renan Filho e o ex-prefeito de Maceió, JHC. O candidato Márcio até agora não recebeu nenhuma doação para a campanha, sua prestação de contas aparece zerada. Lenilda já recebeu R$ 15.980 em doações, dos quais gastou R$ 5.705. Quase todo utilizado para fazer doações a outras candidaturas do mesmo partido.

Renan Filho lidera as doações e as despesas até agora. Com pouco mais de R$ 7 milhões em doações, ele já utilizou R$ 4,8 milhões. Desse valor, o gasto mais alto é com marketing político eleitoral, que em apenas um fornecedor repassou R$ 1,9 milhões. Os gastos mais altos do relatório estão ligados à propaganda, incluindo R$ 450 mil para agenciamento de pessoal para divulgação da campanha eleitoral, R$ 445 mil para impressão de adesivos e R$ 405 mil para produção audiovisual e em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, R$ 288 mil.

Também há o frete de uma aeronave por R$ 150 mil, aluguéis de veículos e de imóveis, locação e montagem de estruturas para eventos, e até consultoria em inteligência artificial.

Na campanha de JHC, os números também não são baixos, mas são distribuídos de forma bem diferentes. Ele que recebeu R$ 5,3 milhões, já teve despesas que reunidas somam R$ 3,2 milhões. O maior investimento da campanha dele é em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, que ficou em R$ 655 mil. Com materiais impressos está discriminado R$ 522.075, produção audiovisual R$ 300 mil e serviços de marketing R$ 250 mil.

Há também R$ 200 mil dedicados à produção audiovisual, R$ 200 mil com serviços advocatícios, e R$ 150 mil com serviços contábeis. A administração financeira da campanha eleitoral custou R$ 30 mil. Um dos gastos que também aparece na prestação de contas da campanha de governo é o contrato de R$ 12 mil com uma administradora financeira para a vice-governadora. Para clipagem do conteúdo das eleições foram pagos R$ 50 mil. Fora isso há vários outros serviços como aluguéis de carros, confecções de camisetas e bandeiras, e um bom número de mobilizadores ou militantes de rua.

Nesta eleição, o Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu para o cargo de Governador em Alagoas um teto de R$ 7,1milhões no primeiro turno e mais R$ 3,5 milhões no segundo, caso ele aconteça. Em Alagoas, com a disputa bastante polarizada, o cenário parece apontar para um desfecho ainda no primeiro turno.