Política
Governo de Alagoas: candidatos já gastaram R$ 8,1 milhões
Senador Renan Filho e ex -prefeito JHC concentram quase totalidade dos gastos feitos com campanha no primeiro turno
Em Alagoas, na reta final do primeiro turno da campanha eleitoral, os candidatos ao Governo de Alagoas já gastaram, oficialmente, R$ 8.111.831. De acordo com dados do Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados até a última sexta-feira (25), esse e o total de despesas reunindo as campanhas de Renan Filho (MDB), JHC (PSDB), Lenilda Luna (UP) e Márcio Jambo (DEM).
O montante quase total diz respeito às duas maiores coligações, encabeçadas pelo senador Renan Filho e o ex-prefeito de Maceió, JHC. O candidato Márcio até agora não recebeu nenhuma doação para a campanha, sua prestação de contas aparece zerada. Lenilda já recebeu R$ 15.980 em doações, dos quais gastou R$ 5.705. Quase todo utilizado para fazer doações a outras candidaturas do mesmo partido.
Renan Filho lidera as doações e as despesas até agora. Com pouco mais de R$ 7 milhões em doações, ele já utilizou R$ 4,8 milhões. Desse valor, o gasto mais alto é com marketing político eleitoral, que em apenas um fornecedor repassou R$ 1,9 milhões. Os gastos mais altos do relatório estão ligados à propaganda, incluindo R$ 450 mil para agenciamento de pessoal para divulgação da campanha eleitoral, R$ 445 mil para impressão de adesivos e R$ 405 mil para produção audiovisual e em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, R$ 288 mil.
Também há o frete de uma aeronave por R$ 150 mil, aluguéis de veículos e de imóveis, locação e montagem de estruturas para eventos, e até consultoria em inteligência artificial.
Na campanha de JHC, os números também não são baixos, mas são distribuídos de forma bem diferentes. Ele que recebeu R$ 5,3 milhões, já teve despesas que reunidas somam R$ 3,2 milhões. O maior investimento da campanha dele é em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, que ficou em R$ 655 mil. Com materiais impressos está discriminado R$ 522.075, produção audiovisual R$ 300 mil e serviços de marketing R$ 250 mil.
Há também R$ 200 mil dedicados à produção audiovisual, R$ 200 mil com serviços advocatícios, e R$ 150 mil com serviços contábeis. A administração financeira da campanha eleitoral custou R$ 30 mil. Um dos gastos que também aparece na prestação de contas da campanha de governo é o contrato de R$ 12 mil com uma administradora financeira para a vice-governadora. Para clipagem do conteúdo das eleições foram pagos R$ 50 mil. Fora isso há vários outros serviços como aluguéis de carros, confecções de camisetas e bandeiras, e um bom número de mobilizadores ou militantes de rua.
Nesta eleição, o Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu para o cargo de Governador em Alagoas um teto de R$ 7,1milhões no primeiro turno e mais R$ 3,5 milhões no segundo, caso ele aconteça. Em Alagoas, com a disputa bastante polarizada, o cenário parece apontar para um desfecho ainda no primeiro turno.
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