Política

Entre homenagens e alfinetadas; a estratégia de Renan Filho para proteger a cadeira do pai no Senado

A narrativa adotada pelo MDB alagoano busca blindar e fortalecer o nome de Renan Calheiros diante de um cenário competitivo ao Congresso

Por Edmilson Teixeira 16/09/2026 17h13
Entre homenagens e alfinetadas; a estratégia de Renan Filho para proteger a cadeira do pai no Senado
Renan Filho celebra o aniversário do pai destacando a bagagem do coroa no Congresso Nacional - Foto: instagram

Nesta quarta-feira, 16 de setembro, data em que Alagoas celebra sua Emancipação Política, o cenário digital do Estado foi tomado por centenas de homenagens ao senador Renan Calheiros (MDB) por seu aniversário. Entre o expressivo volume de felicitações publicadas por apoiadores e aliados, destacou-se a mensagem de seu filho, o também senador e candidato ao governo estadual em busca de um terceiro mandato, Renan Filho (MDB).

Aproveitando o alcance da data, Renan Filho articulou uma clara estratégia de campanha ao enfatizar a relevância do pai no Congresso Nacional, ressaltando sua bagagem e prestígio na defesa dos interesses alagoanos:

“Alagoas tem 9 deputados federais, São Paulo tem 70. Sabe onde equilibramos o jogo? No Senado Federal. Lá todos os estados brasileiros cada um tem apenas três senadores. Pois o senador Renan Calheiros é a voz que defende Alagoas com uma vasta bagagem política”, declarou, relatando uma série de obras que Alagoas já alcançou ao longo de sua atuação em Brasília.


Estratégia do MDB e contexto eleitoral



A narrativa adotada pelo MDB alagoano busca blindar e fortalecer o nome de Renan Calheiros diante de um cenário competitivo ao Congresso. O partido foca no atributo de "experiência e densidade política" para garantir uma das duas vagas em disputa, tentando conter o avanço de adversários bem posicionados nas pesquisas, como Marina Candia (PSDB), esposa do atual prefeito de Maceió, JHC.


Para reforçar a tese de que representatividade exige bagagem, correligionários do MDB têm utilizado como contraexemplo a trajetória de Rodrigo Cunha. Ex-senador e atual prefeito da capital, Cunha é criticado pelos emedebistas por ter chegado ao Senado com pouca rodagem — tendo como principal projeção anterior a passagem pelo Procon Alagoas — e por ter renunciado ao mandato sem deixar uma atuação de grande impacto em Brasília.