Política
Izael do Sinteal rebate JHC e expõe fragilidades do Gigantinhos
Candidato a deputado federal questiona projeto midiático enquanto rede de ensino está precarizada
Em resposta às declarações feitas por JHC em campanha, Izael do Sinteal se pronunciou esta semana falando sobre o programa Gigantinhos, que tem se tornado o carro chefe da propaganda do ex-prefeito de Maceió quando fala sobre educação.
Segundo o presidente licenciado do Sinteal, a iniciativa da prefeitura é uma forma de privatizar o uso dos recursos da educação, e na prática é uma solução provisória para um problema permanente, que já apresenta problemas que não podem ser vistos de fora, mas que já atingem diretamente a realidade lá dentro.
“Na verdade esse projeto prioriza repasses financeiros para organizações sociais e entidades privadas, enquanto a rede própria de ensino de Maceió foi entregue ao sucateamento. Então temos prédios abandonados, infraestrutura precarizada na maior parte da rede”.
O Gigantinhos, explica Izael, é um projeto de fachada.
“Precisamos de espaços que sejam adequados e seguros para a primeira infância, em vez de adaptações improvisadas para metas publicitárias, que é isso que acontece na verdade. Então nós seguiremos em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, para as crianças de Maceió, não esse projeto apresentado pelo JHC”.
Izael destaca que até aconteceram movimentações em resposta às denúncias do sindicato, mas que foi preciso acionar o Ministério Público para que isso acontecesse.
“Teve sim uma mudança de atitude do município que não foi voluntária não, foi somente após a nossa pressão, atuação conjunta com o Conselho Municipal de Educação, que a prefeitura se viu pressionada a iniciar reformas e intervenções, tanto nas escolas quanto nas creches da rede própria. E nós temos feito uma grande atuação. Primeiro a pressão por reformas, ação direta com o Ministério Público que forçou a gestão a intervir nessa estrutura sucateada municipal”, disse ele.
Com uma carência cada vez maior de profissionais da educação, a prefeitura segue sem realizar concurso, e mantém o formato de contratação temporária.
“Esses PSSs que eles vêm realizando estão oferecendo condições de trabalho cada vez piores, muitas pessoas passam e quando chegam na escola não ficam, porque o salário é muito baixo e a estrutura é ruim, não vale a pena para o trabalhador e a trabalhadora”, apontou Izael.
Izael defende mais responsabilidade com os recursos da educação. “Nós queremos transparência do Fundeb, que é a exigência da fiscalização rigorosa sobre os usos das verbas públicas direcionadas aos contratos privados”.
Sobre as condições de trabalho, Izael explica que sem isso os resultados trágicos já começaram a chegar.
“Quem está na escola está fazendo o que pode para garantir que o filho da classe trabalhadora tenha acesso a uma educação de qualidade, mas é humanamente impossível. É urgente a realização de concurso público, e o fim das OSs, na educação”.
Até mesmo a atuação educacional está sofrendo interferência. “Queremos dignidade pedagógica, nada de institutos de fora engessando nosso programa de aula”.
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