Política
Silvio Camelo repudia restrições à polilaminina e defende continuidade das pesquisas de Tatiana Sampaio
Deputado destaca trajetória da cientista da UFRJ e defende que pacientes tenham acesso responsável a uma pesquisa que pode representar esperança para pessoas com lesão medular
O deputado estadual Silvio Camelo (PV) manifesta apoio à cientista Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e repudia o que considera restrições excessivas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ao uso experimental da polilaminina. Para o parlamentar, uma pesquisa desenvolvida ao longo de décadas e que apresenta resultados científicos promissores precisa receber espaço para avançar, sempre com responsabilidade, acompanhamento médico e respeito aos protocolos de segurança.

Tatiana Sampaio é responsável por uma linha de pesquisa que investiga o potencial da polilaminina na recuperação de lesões da medula espinhal. Em fevereiro deste ano, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) destacou os estudos conduzidos pela pesquisadora e seus colaboradores, apontando resultados pré-clínicos que indicaram crescimento axonal, restauração da migração neuronal e melhora funcional em modelos experimentais.
A própria Anvisa reconheceu a relevância da pesquisa ao autorizar, em janeiro de 2026, o início do primeiro estudo clínico de fase 1 com polilaminina em humanos. O protocolo autorizado prevê a participação de cinco pacientes adultos com trauma raquimedular agudo e lesão completa na região torácica, ocorrida há menos de 72 horas. Segundo a Agência, essa primeira etapa tem como objetivo avaliar a segurança do produto experimental antes de eventuais fases posteriores destinadas à avaliação de eficácia.
É justamente nesse contexto que Silvio Camelo defende uma discussão mais ampla sobre o acesso experimental à substância. O deputado afirma que é preciso considerar a situação de pacientes e famílias que convivem com lesões medulares graves e que enxergam na pesquisa uma possibilidade de tratamento. Para ele, os critérios regulatórios devem garantir segurança, mas também precisam permitir que a ciência avance e que alternativas experimentais sejam avaliadas de forma responsável.
A manifestação do parlamentar ocorre após relatos da própria Tatiana Sampaio sobre as mensagens recebidas de familiares de pessoas com paraplegia e tetraplegia que procuram informações sobre a polilaminina. A pesquisadora relatou o impacto emocional desses pedidos e afirmou que, diante das regras atuais, muitos pacientes não se enquadram nos critérios para utilização experimental da substância. Silvio considera que o debate precisa envolver pesquisadores, médicos, pacientes, famílias e órgãos reguladores, buscando um equilíbrio entre segurança e acesso à inovação científica.
Para Silvio Camelo, a trajetória de Tatiana Sampaio merece reconhecimento e apoio. “Nós apoiamos a Tatiana. Ela é uma grande cientista, dedicada há décadas a essa pesquisa. O que ela conquistou até aqui foi construído com ciência e precisa ter condições para continuar avançando”, afirma o deputado. Para ele, a discussão sobre a polilaminina não deve ser tratada apenas como uma questão regulatória, mas também como uma oportunidade de o Brasil valorizar sua produção científica e buscar novas alternativas para pessoas que convivem com lesões graves da medula espinhal.
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