Política
Ronaldo Lessa nega rompimento com JHC
Vice-governador garante que renúncia foi trâmite necessário para trocar de lugar com Eudócia Caldas na chapa majoritária
Negando a especulação de uma possível ruptura com JHC (PSDB), candidato ao Governo do Estado, o vice-governador Ronaldo Lessa (PDT), apontou as razões para a carta de renúncia da candidatura a 2º suplente de senador, apresentada por ele à Justiça Eleitoral em agosto. Segundo ele, tudo foi uma questão de remanejamento.
“Está havendo um mal-entendido. Não há um rompimento, é somente uma correção. Tinha um acordo com JHC e Dra. Eudócia de que eu ficaria com a 1ª suplência e ela com a 2ª. E saiu errado na ata. Quando ocorre isso, só pode ser modificado se os dois renunciarem. Eu não sabia disso, apesar da minha experiência. Então eu renuncio à 2ª, ela renuncia à 1ª, a coligação faz a troca”, disse Lessa, em contato com a reportagem da Tribuna Independente.
Ele acredita que como não renunciaram ao mesmo tempo, ficou espaço para dúvidas. “O que aconteceu é que eu apresentei a renúncia e ela ainda não, então ficou essa especulação. O JHC me ligou, ele já falou com o advogado, até o final da tarde será dado entrada, isso vai ser resolvido”.
Circulou em alguns portais de notícias ontem (3), a informação sobre a carta de renúncia apresentada por Ronaldo Lessa à candidatura de 2º suplente de senador na chapa que tem Marina Cândia (PSDB) como titular e Eudócia Caldas (PSDB) como 1ª suplente. Surgiram boatos de que ele estaria insatisfeito com a posição que estava e teria rompido, ou de que ele poderia ir para vice-governador, nada disso foi confirmado por ele.
Segundo Lessa, a alteração agora é de estratégia de campanha na rua. “A única mudança de planos é que ele vai para uma direção e eu vou para outra. São 30 dias cada um vai para um lado”, declarou.
APOIO NACIONAL
Reafirmando a aliança com o ex-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa explica que não tem se preocupado em definir qual o voto do governador para presidência da república.
“Não estou cobrando isso, o que eu quero é o que aconteceu, o Flávio [Bolsonaro] chegando aqui e ele nem ir lá, ele nem foi lá. O que eu quero é não federalizar a campanha”.
Lessa declara mais uma vez o apoio o atual presidente, mas entende que não há problemas em conviver com o outro lado no mesmo grupo.
“Estou do lado dele, voto no Lula, aí o Davi [Davino] é Bolsonaro, mas a gente tá todo mundo junto por Alagoas. Eu tenho certeza de que nós não vamos fazer palanque para o Flávio Bolsonaro aqui”.
Perguntado se isso é um acordo feito com JHC, ele não confirma.
“É o que está acontecendo. Ele [JHC] não foi lá quando o Flávio Bolsonaro esteve aqui, ele não é Bolsonaro. Ele esteve no PL, mas ele não é de direita. Ele também não é de esquerda, não é? Mas eu não estaria com um bolsonarista”.
DE UM GRUPO PARA OUTRO
Em relação às seguidas trocas de grupo, Ronaldo garante que mantém ótima relação com os dois lados.
“Eu saí porque não posso ficar me prendendo. Eu estava na prefeitura com JHC, ele estava fazendo tudo sozinho, era o primeiro mandato, Maceió era pequena pra ele, estava fazendo tudo sozinho, eu não tinha espaço para trabalhar. O [governador] Paulo me chamou, disse que ia trabalhar com negro, indígena, quilombola, e eu quis ir. Não teve briga, não teve retaliação, eu disse ‘quero trabalhar por Alagoas’, ele disse ‘vá’ e eu fui. Foi muito bom, trabalhei no que eu queria, deu muito certo, fiz tudo que eu queria e deu certo. Agora eu quero trabalhar exatamente na mesma coisa”, finalizou o vice-governador.
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