Política
Dr. Wanderley concilia transplante com campanha
Cirurgia para o transplante foi iniciada às 4 horas e concluída às 8h50 de sábado (22)
Poucas horas após realizar mais um transplante de coração, o cirurgião cardíaco Dr. Wanderley, que é candidato a senador, comandou um adesivaço que lotou a área interna do Cepa, reunindo centenas de pessoas.
O paciente transplantado foi o aposentado Jailton Bertoldo dos Santos, 52 anos de idade e natural de Viçosa. Era portador de miocardiopatia chagásica, uma infecção crônica do músculo cardíaco que leva à insuficiência cardíaca grave e óbito.
Jailton entrou na fila de transplante dia 16 do último mês, após agravamento do seu quadro de saúde. A doação chegou em tempo; o órgão veio de uma mulher que sofreu um acidente em Aracaju, por intermédio do programa de intercâmbio entre Estados criado pelo próprio Dr. Wanderley no final da década de 1980.
A captação do órgão contou com apoio aéreo da FAB e terrestre do Samu e BPTran alagoano, na madrugada de sábado. Logo após a chegada a Maceió, foi levado ao Hospital do Coração Alagoano, onde a cirurgia para o transplante foi iniciada às 4 horas e concluída às 8h50. A recuperação pós-cirúrgica do transplantado acontece no hospital sob acompanhamento de equipes técnicas.

O cirurgião cardíaco Diego Gregório, que participou da cirurgia de transplante com o Dr. Wanderley e demais cirurgiões, disse que Jailton Bertoldo permanecerá internado realizando exames que afastem o risco de rejeição do órgão; “Os seis primeiros meses são de maior cuidado devido ao risco de infecções. Após isso, segue vida normal com acompanhamento médico contínuo”, completou.
RITMO ACELERADO
Para conciliar o exercício da medicina e a campanha política, Dr. Wanderley pouco tem dormido. Nesse dia, deixou o Hospital do Coração Alagoano, onde foi realizado o transplante, e se dirigiu direto para o Cepa, onde permaneceu até às 13 horas e depois seguiu para o interior do Estado em companhia do senador Renan Calheiros (MDB).
- Estou fazendo o que gosto, que é salvar vidas, e agora também me colocando como opção para o Senado, onde posso contribuir para salvar ainda mais vidas fazendo leis que aprimorem a saúde pública brasileira – disse ele.
Um dos propósitos de Dr. Wanderley no Senado é iniciar um amplo debate nacional sobre o que chama “refundação do SUS”, direcionado a redefinir o financiamento e o aperfeiçoamento da saúde pública brasileira.
A equipe comandada por Dr. Wanderley no transplante foi composta pelos também cirurgiões cardíacos Diego Gregório, Peter Conde, Laio Wanderley e Kleberth Tenório; André Luiz (anestesista), Ancila Lima e Leila Vanessa (perfusionistas), Ana Cristina e Geane França (instrumentadoras), Larissa Farias e Áurea Pimentel (enfermeiras) e as técnicas Karoline Silva, Rosicleia Santos, Bárbara Rosas e Aline Gomes.
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