Política

Senadora lidera ranking de propostas apresentadas

Em 2026, Eudócia Caldas apresentou 29 projetos, enquanto Renan Calheiros protocolou quatro

Por Emanuelle Vanderlei / Tribuna Independente 28/07/2026 10h28
Senadora lidera ranking  de propostas apresentadas
Senadora Dra. Eudócia - Foto: Assessoria

De acordo com levantamento do portal Congresso em Foco, senadora alagoana Eudócia Caldas (PSDB) foi, entre todos os senadores do país, a que apresentou mais propostas neste primeiro semestre legislativo de 2026. Com 29 proposituras, ela se destacou com folga.
Por ter um número muito menor de pessoas atuando, é normal que o Senado tenha menos propostas que a Câmara dos Deputados. Mas no caso de Alagoas, a lógica se inverteu e uma senadora sozinha conseguiu atingir quase o total da soma dos deputados, que somaram 30 propostas.

Na bancada alagoana do Senado, Renan Calheiros (MDB) apresentou quatro projetos, enquanto Renan Filho (MDB), que estava licenciado até abril para ocupar o cargo de ministro dos Transportes, não apresentou nenhum.

Nas redes sociais, a senadora comemora o feito. “No Senado Federal, há quem escolha o silêncio. Eu escolho o trabalho. Enquanto houve parlamentares do nosso estado sem apresentar nenhuma proposta em 2026, liderei o ranking de senadores que mais apresentaram iniciativas legislativas. Foram 29 propostas protocoladas, voltadas principalmente para fortalecer a saúde, ampliar direitos e melhorar a vida da população.

Esse resultado reforça o compromisso que assumo todos os dias: trabalhar com dedicação, responsabilidade e foco, levando a voz de Alagoas ao Congresso Nacional e fazendo dela ações concretas em benefício da nossa gente”.

Se em número o gabinete chama atenção, poucos projetos ganharam repercussão. Talvez seja uma estratégia interessante, ter um volume de projetos, inclusive com vários apresentados no mesmo dia, e pouco debate público sobre eles.

Vale ressaltar que, entre os projetos de Eudócia, quatro são Propostas de Emenda Constitucional (PECs) que ela assinou junto com outros colegas para ser apresentada. Entre elas está a polêmica iniciativa que permite que os empregados escolham entre seguir o regime de trabalho tradicional da CLT ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas, apresentada pela oposição em contraponto à proposta de fim da escala 6x1.

Outro deles é um piso salarial nacional para médicos e cirurgiões-dentistas. Também tem a inclusão de entidades associativas de futebol, associações e clubes esportivos, e organizações esportivas sem fins lucrativos em regimes específicos de tributação, assim como já ocorre com as Sociedades Anônimas do Futebol (SAF).

Fora as PECs todos são projetos de lei que, em sua maioria, representam medidas pontuais, voltadas para públicos específicos da sua área de atuação, a saúde. Alguns pedem a quebra da patente de medicamentos oncológicos e até de tirzepartida (comercialmente conhecido como Monjauro), outros instituem campanhas de conscientização para doenças, dedução de imposto de renda para compra de medicamentos oncológicos, outro projeto concede a mesma dedução para compra de aparelhos auditivos.

Há também a obrigatoriedade de oferta de alimentação especial às pessoas com restrições alimentares, nos voos domésticos e internacionais com origem no território nacional, e a proibição de que planos de saúde cancelem unilateralmente o contrato de pessoas que estejam em tratamento contra o câncer.

Como representante da direita, apresentou uma proposta de alteração no Código Civil para garantir direitos como saúde e educação a pessoas que ainda não nasceram, o famoso nascituro.

A remuneração de médicos residentes também ganhou atenção da senadora, que quer garantir que o valor da bolsa dos médicos residentes seja revisado anualmente com base na inflação. Já o uso do polimetilmetacrilato (PMMA) para fins estéticos de preenchimento e aumento de volume corporal ou facial em todo o Brasil, ela pede que seja proibido.

Outros projetos são acréscimos a leis já existentes, como ampliação da idade máxima dos filhos e dependentes de mulheres vítimas de feminicídio que podem receber pensão do Estado, ou até mesmo a exigência de que as interfaces iniciais de smart TVs mostrem de forma destacada ícones de acesso a aplicativos de serviços de radiodifusão de sons e imagens e de rádio gratuitos.