Política
Boulos reitera defesa pelo fim da 6x1
Ministro esteve em Alagoas, abordou temas em debate na atualidade e elevou críticas à política do pré-candidato Flávio Bolsonaro
Ao cumprir agenda em Alagoas na última semana, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos elevou o tom contra o bolsonarismo ao comentar a proposta de fim da escala de trabalho 6x1 e a repercussão do áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista à Tribuna Independente, Boulos afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “defende a soberania brasileira de cabeça erguida” enquanto adversários políticos “conspiram contra o trabalhador brasileiro”.
Ao comentar críticas da oposição sobre o debate da redução da jornada de trabalho ocorrer em período pré-eleitoral, o parlamentar rebateu: “Se jogada política for para reduzir jornada de trabalho e defender o povo, vamos ter mais jogadas políticas no Brasil. Jogada política é aprovar benefício para grande empresário e banqueiro na calada da noite”.
Boulos argumentou que o fim da escala 6x1 representa melhora direta na qualidade de vida dos trabalhadores, sobretudo das mulheres. Segundo ele, a jornada atual impõe uma sobrecarga ainda maior às trabalhadoras brasileiras devido às tarefas domésticas e ao cuidado familiar.
“A mulher na escala 6x1 não tem nem um dia de descanso. O que deveria ser descanso vira mais trabalho dentro de casa”, afirmou.
O deputado também associou a proposta à redução de problemas de saúde mental. Segundo ele, o país registrou recorde de afastamentos por burnout, ansiedade e depressão no último ano.
“Você diminui o número de afastamentos por problemas de saúde mental. Um trabalhador que trabalha mais descansado produz mais. É bom para todo mundo”, disse.
CRÍTICAS
Durante a entrevista à Tribuna, Boulos também comentou a divulgação de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Guilherme Boulos afirmou que o caso “precisa ser explicado à Polícia Federal” e classificou o episódio como passível de investigação por quebra de decoro parlamentar.
“A prova veio antes da investigação. Ele não era nem investigado e já apareceu o áudio. Isso não é mais caso de política, é caso de polícia”, declarou.
Boulos ainda relacionou integrantes do bolsonarismo ao Banco Master e citou nomes como o deputado Nikolas Ferreira, o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha e o governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.
“Quem mandou áudio chamando de irmão e pedindo R$ 134 milhões não foi o Lula, foi o Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Questionado se o partido pediria a cassação do senador, Boulos confirmou que o pedido já foi protocolado no Conselho de Ética do Senado. “A bola agora está no pé do Conselho de Ética”, concluiu.
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