Política

Em AL, reação do MDB demonstra que a resposta do partido seria dada no corpo a corpo e no peso institucional

Neste último final de semana traduziu essa ofensiva em números e imagens. O grupo governista promoveu mega "adesivaços" e carreatas em municípios estratégicos

Por Edmilson Teixeira 18/05/2026 11h34
Em AL,  reação do MDB demonstra que a resposta do partido seria dada no corpo a corpo e no peso institucional
JHC, Renan Filho, Arthur Lira e Renan Calheiros, embate pesado em AL - Foto: instagram / montagem

À medida que o calendário avança em direção ao dia 4 de outubro, o termômetro da política alagoana sobe de forma acelerada. O cenário eleitoral, que antes se desenhava nos gabinetes, agora ganha as ruas e o interior do Estado, expondo uma guerra de estratégias e de narrativas entre as principais forças políticas da terra dos marechais.

Na corrida pelo comando do Palácio República dos Palmares, os movimentos estratégicos do ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), e do senador Renan Filho (MDB) dão o tom da disputa. Ambos têm direcionado esforços máximos na construção de bases sólidas com os olhos fixos no governo do Estado, mas com métodos bem distintos.

Há cerca de um mês, JHC iniciou um forte investimento em sua imagem pelo interior de Alagoas. Explorando sua forte presença digital — no melhor estilo "garoto instagramável" —, o ex-prefeito buscou oxigenar sua liderança e dialogar diretamente com o eleitorado por meio de postagens dinâmicas que rapidamente ganharam visibilidade nas redes.

No entanto, o movimento foi recebido com desdém pelo grupo governista. Na avaliação da oposição a JHC, as alianças conquistadas por ele nessa incursão digital se concentraram em lideranças consideradas "nanicas" e de pouca densidade eleitoral.

A reação do MDB foi imediata. Diante das movimentações do adversário, o senador e ex-governador Renan Filho "arregaçou as mangas" e caiu em campo. Aproveitando o embalo e a estrutura política do governador Paulo Dantas (MDB), Renan Filho iniciou uma verdadeira maratona pelo interior, demonstrando que a resposta do partido seria dada no corpo a corpo e no peso institucional.

Neste último final de semana traduziu essa ofensiva em números e imagens. O grupo governista promoveu mega "adesivaços" e carreatas em municípios estratégicos como Palmeira dos Índios, Estrela, Santana do Ipanema, Murici, São Luís, Belo Monte, Igreja Nova e Rio Largo, entre outros. O ritmo acalorado das recepções serviu para lembrar aos adversários um dado crucial: o MDB detém o controle de mais de 80% das Prefeituras do Estado, uma máquina capilarizada difícil de ser ignorada.

E para o Senado; Renan Calheiros liga sinal de alerta com o “fator Arthur Lira”


Paralelamente à disputa pelo Executivo, a corrida pelas duas vagas ao Senado Federal ganhou contornos de alta voltagem. O senador Renan Calheiros (MDB), que até então mantinha uma postura de aparente distanciamento, mudou a estratégia e resolveu não ignorar mais a candidatura do ex-presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP).

A mudança de postura de Calheiros não é por acaso. Embora haja duas cadeiras em jogo, Lira desponta no cenário como o nome preferencial de uma quase unanimidade dos prefeitos alagoanos, impulsionado pela forte liberação de recursos e parcerias nos últimos anos. O reconhecimento da força de Arthur Lira pelo clã Calheiros muda o patamar do jogo, consolidando o desenho de uma das disputas mais acirradas da história recente de Alagoas.


Conteúdo / Edmílson Teixeira