Política

Para cientista política, atual cenário do PL é de 'fragilidade'

Cenário pré-eleitoral em Alagoas mostra hoje MDB e PSDB mais estruturados politicamente, segunda a especialista

Por Thayanne Magalhães / Tribuna Independente 16/05/2026 08h23 - Atualizado em 16/05/2026 08h44
Para cientista política, atual cenário do PL é de 'fragilidade'
Em Alagoas, Partido Liberal ainda carece de definições para as eleições - Foto: Divulgação

Para a cientista política Luciana Santana, o cenário pré-eleitoral em Alagoas mostra hoje MDB e PSDB mais estruturados politicamente do que o PL na disputa pelo Governo em 2026. Ela pondera, no entanto, que o partido bolsonarista nunca teve um protagonismo consolidado no estado, apesar da força eleitoral registrada em Maceió nos últimos anos.

“Eu só tenho um porém quando se fala em forte protagonismo político do PL em Alagoas. Acho que o PL nunca teve esse forte protagonismo. O partido tinha um prefeito e uma capital muito alinhada ao bolsonarismo, primeiro com o PSL e depois com o PL, muito por causa da figura de Jair Bolsonaro”, afirmou.

Luciana Santana destacou, ainda, que o principal nome ligado ao bolsonarismo em Alagoas atualmente é o deputado federal Alfredo Gaspar, que ganhou projeção nacional e passou a ocupar espaço relevante dentro do grupo político conservador no estado.“O principal expoente do bolsonarismo em Alagoas hoje está muito canalizado na figura de Alfredo Gaspar, que ganhou protagonismo nacional e passou a ter uma responsabilidade política importante”, disse.

Na avaliação da cientista política, a ausência de um nome oficialmente colocado pelo PL para disputar o Governo enfraquece o partido localmente e pode representar uma perda estratégica para o bolsonarismo nacional.

“Do ponto de vista nacional, você não ter um candidato alinhado ao principal partido da disputa presidencial tem um peso considerável. Isso significa que a força do bolsonarismo em Alagoas pode ser colocada em xeque nesta eleição”, analisou.

Ela afirma ainda que o PL demonstra fragilidade por não conseguir reorganizar internamente uma candidatura competitiva ao Palácio República dos Palmares.

“O partido se mostra muito frágil. Não conseguiu se reorganizar para garantir um palanque ao candidato bolsonarista. E isso acaba sendo ruim nacionalmente, principalmente em um estado que tinha Maceió como vitrine, a única capital do Nordeste que, desde 2018, vem dando vitórias ao grupo bolsonarista”, concluiu.