Política
Renúncias confirmadas e indefinição em Maceió marcam troca de prefeitos em cidades de Alagoas
Saídas ocorreram dentro do prazo eleitoral de 4 de abril; vices assumem em Atalaia, Inhapi e também na capital, onde JHC ainda não definiu qual cargo disputará
O prazo de desincompatibilização para as eleições de 2026, encerrado em 4 de abril, resultou na renúncia de prefeitos em municípios de Alagoas, com mudanças confirmadas em Maceió, Atalaia e Inhapi. As saídas ocorreram dentro da exigência legal para que gestores do Executivo possam disputar cargos eletivos neste ano, o que levou à posse automática dos vice-prefeitos nas administrações.
Na capital, o prefeito João Henrique Caldas (PSDB) formalizou a renúncia no último dia do prazo. A decisão já vinha sendo tratada nos bastidores políticos, mas, até o momento, não houve confirmação pública sobre qual cargo ele pretende disputar nas eleições de outubro. Com a saída, o então vice-prefeito, Rodrigo Cunha (Podemos), assumiu o comando da Prefeitura de Maceió, dando continuidade à gestão municipal.
No interior do estado, o movimento também foi registrado dentro do mesmo período. Em Atalaia, a prefeita Ceci Herrmann (MDB) deixou o cargo antes do encerramento do prazo legal, com a transmissão da função ao vice-prefeito. Em Inhapi, o então prefeito Tenorinho Malta (PP) adotou a mesma medida, se afastando da chefia do Executivo municipal para atender às regras eleitorais e viabilizar participação no pleito.

Com as renúncias, os vices assumem automaticamente. Em Maceió, o cargo ficará com Rodrigo Cunha (Pode), como dito anteriormente; em Inhapi, com Gilson Tenório Cavalcante (PP); e, em Atalaia, com Nicollas Von Meynard Theotonio Costa (PP).
As substituições ocorreram de forma imediata após a formalização das renúncias, conforme estabelece a Constituição Federal e a legislação eleitoral. Nesses casos, não há necessidade de nova eleição, já que os vice-prefeitos eleitos assumem automaticamente o cargo e permanecem à frente das administrações até o fim do mandato.
A exigência de afastamento seis meses antes das eleições está prevista na legislação eleitoral brasileira e se aplica a ocupantes de cargos no Executivo que pretendem concorrer a outras funções públicas. O objetivo é impedir o uso da estrutura administrativa em benefício eleitoral e assegurar condições mais equilibradas entre os candidatos.
Apesar das mudanças registradas, não há, até o momento, um levantamento oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) com o número total de prefeitos que deixaram os cargos no estado. O acompanhamento das renúncias ocorre de forma individual, a partir das comunicações oficiais feitas pelas prefeituras e pelos próprios gestores.
Antes do fim do prazo, havia expectativa sobre a possível saída de prefeitos em outros municípios, mas a maioria dos gestores optou por permanecer no cargo. Com isso, o movimento de renúncias em Alagoas ficou concentrado em poucos casos, sem alcançar um número mais amplo de cidades.
Com a efetivação das mudanças, os novos prefeitos já estão no exercício das funções administrativas, enquanto os ex-gestores passam a cumprir os trâmites necessários para registro de candidatura junto à Justiça Eleitoral, etapa obrigatória para participação nas eleições de outubro de 2026.
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