Política
Dos 27 deputados estaduais, 23 vão tentar renovar os mandatos
Deputada Carla Dantas confirma que não vai disputar a reeleição, enquanto mais três parlamentares avaliam cenários eleitorais
Iniciando o último ano deste mandato, os deputados da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) começam a se definir sobre o processo eleitoral deste ano. Mesmo que a campanha mesmo só aconteça mais para o segundo semestre, na política é sabido que as articulações e negociações têm início bem antes, e por isso hoje já é possível ter o panorama, que é de manutenção. Sem iniciativas muito arrojadas, a maioria absoluta dos que hoje legislam em Alagoas pretendem ficar onde estão, nada de buscar voos mais altos e arriscar perder o espaço.
Dos 27 deputados que hoje ocupam a Casa, apenas Carla Dantas (MDB), a irmã do governador, informou que está decidida a ficar de fora do pleito. A grande maioria, 26 parlamentares, vai para a reeleição. Seis deles estão em primeiro mandato: Alexandre Ayres (MDB), André Silva (Republicanos), Delegado Leonam (União Brasil), Fernando Pereira (PP), Gaby Gonçalves (PP), Lelo Maia (União Brasil) e Mesaque Padilha (União Brasil).
Como argumentou Lelo Maia, é preciso mais tempo para arriscar. “Meu primeiro mandato, existe necessidade de consolidação do trabalho para almejar novos planos”, disse, em contato com a reportagem da Tribuna Independente.
Por outro lado, há personagens que sempre estão no mandato de deputado estadual há décadas. É o caso de Antonio Albuquerque (Republicanos), que tende à reeleição, no entanto, ainda não bateu o martelo porque precisa observar o cenário para definir.
“Eu tenho uma responsabilidade um pouco diferenciada, exatamente porque desde a emancipação política de Alagoas, o único deputado que conseguiu se reeleger por oito mandatos consecutivos sou eu. Então, isso também me passa não apenas um sentimento muito grande de gratidão, mas uma responsabilidade com Alagoas. Estou avaliando ainda e procurando ver de que forma o formato da política será desenhado, e com relação às candidaturas majoritárias, com relação a isso tudo, para poder ao final me definir. Mas, na minha família teremos o Nivaldo [Albuquerque] candidato a deputado federal, e eu sou candidato natural à reeleição, mas na política, a política é dinâmica, aí a gente tem que aguardar um pouco mais os acontecimentos”, avalia o parlamentar.
Para tentar a reeleição, também estão no pleito os deputados Breno Albuquerque (MDB), Cibele Moura (MDB), Fátima Canuto (MDB), Dudu Ronalsa (MDB), Francisco Tenório (PP), Gilvan Barros (MDB), Inácio Loiola (MDB), Marcos Barbosa (Avante), Remi Calheiros (MDB), Ricardo Nezinho (MDB), Ronaldo Medeiros (PT), e Silvio Camelo (PV).
Médico conceituado, duas vezes vice-governador, o deputado José Wanderley (MDB), ou “Dr. Wanderley”, manifesta o seu desejo de encerrar o mandato e não concorrer, voltando-se mais ao trabalho no Hospital do Coração, em Maceió. Mas, ele pondera que está à disposição do partido e pode sair até para o Senado, caso seja do interesse dos pares.
“Por mim ficaria integralmente no hospital, mas quando você faz parte de um grupo político não tem sentido a vontade própria, ninguém é candidato de si próprio”, analisa.
A Tribuna Independente tentou falar com todos, mas não conseguiu contato com o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor (MDB), bem como com a deputada Rose Davino (Republicanos) e com o deputado Bruno Toledo (MDB). Pelo cenário e histórico recente, todos eles projetam a reeleição, e tem bases eleitorais fortes e sólidas para isso.
Há ainda os que informaram que não vão se manifestar neste momento, mantendo em aberto os planos eleitorais. São eles: Cabo Bebeto (PL) e Flávia Cavalcante (MDB). Bebeto, talvez seja o único da Casa que ainda esteja calculando a possibilidade de alçar voos mais altos, pleitear uma vaga em Brasília, na Câmara Federal. Ele que no momento preferiu não falar com a reportagem sobre o assunto, não dá sinais de afastamento da política. Pelo contrário, permanece atuante nas redes sociais e convocando seus seguidores a “se levantar e ir às ruas fazer a diferença”.
Sobre a deputada, tudo indica que não será candidata para apoiar o nome de seu pai, Cícero Cavalcante (MDB) à vaga. Ex-prefeito de São Luiz do Quitunde e de Matriz do Camaragibe, Cícero tem apresentado uma postura de pré-candidato com adesivos espalhados por carros e presença constante em eventos políticos pelo estado. Nos comentários das redes sociais, já há quem o chame de deputado.
Por falar em ex-prefeitos, a disputa deste ano deve contar com outros nomes que passaram por gestões municipais no interior. Além de Cícero, deve vir o ex-prefeito de Cacimbinhas, Hugo Wanderley (MDB), que presidiu a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e atualmente está sem mandato.
Filho do Dr. Wanderley, deve ser a aposta do partido para ocupar a cadeira do médico. A atual prefeita de Atalaia, Ceci Herman (MDB) figura também entre as possibilidades do partido do governador para se tornar deputada estadual.
Ângela Garrote (PP), que já foi prefeita de Estrela de Alagoas, deputada estadual e atualmente é suplente, também já declarou que vai para a disputa para tentar voltar à titularidade na Assembleia Legislativa do Estado.
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