Política
Combate às fake news será intensificado pelas instituições
Tribunal Regional Eleitoral inicia ação pioneira para lutar contra desinformação

Em uma iniciativa pioneira unindo o desenvolvimento da pesquisa científica, o conhecimento jurídico e atores políticos, foi lançado ontem (26), o Observatório da Desinformação em Alagoas. A iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público Eleitoral (MP/AL) e a Secretaria de Comunicação do Governo de Alagoas (Secom/AL), tem como principal foco o combate às fake news e a promoção da integridade das informações, especialmente durante os períodos eleitorais, além de incentivar a educação midiática nas instituições.
Segundo Flávia Gomes de Barros, coordenadora do Observatório, o objetivo é fortalecer o trabalho de enfrentamento a crimes como fake news.
“A ideia do observatório é a seguinte a gente unir Universidade Federal, com toda a expertise de tecnologia e de pesquisa e de ciências sociais e políticas, com a justiça eleitoral e o sistema de justiça para a gente montar em Alagoas um fluxo efetivo do combate a desinformação. Então o TRE, preocupado com a parte de desinformação eleitoral, uniu essas frentes pra que a gente pude fazer uma ação conjunta, uma frente realmente de combate a desinformação”, disse.
Flávia detalha o papel que será desempenhado por cada órgão no projeto. “A Ufal vai fazer um workshop, tem cerca de cem pesquisadores já trabalhando o tema dentro da universidade. Então eles vão pegar essas pesquisas e trazer para o nosso observatório, vão fazer seminários, toda a parte de capacitação com a imprensa, o Tribunal de Justiça fica com a parte de educação midiática de magistrados e servidores, também o TRE e as outras instituições e Ministério Público no combate efetivo aos crimes eleitorais referentes as notícias falsas de desinformação no período eleitoral”.
André Aquino, coordenador do Laboratório de Pesquisa e Ciência dos Dados Orion, da Ufal, destaca o uso da tecnologia.
“A ideia da tecnologia é a gente ter uma ferramenta utilizando as melhores tecnologias de inteligência artificial, aprendizado de máquina, lançamento de linguagem natural, para poder a partir de uma notícia passada a gente consiga identificar com o rastreamento em diferentes bases, em diferentes sites seguros se aquela formação ela é falsa ou não”.
Governo é parceiro e incentiva luta contra desinformação
O projeto está sendo financiado pelo Governo do Estado. De acordo com Wendell Palhares, secretário de Estado da Comunicação, serão investidos R$ 300 mil no projeto.
“Eu diria logo de cara que o governo tem na consciência de que esse observatório é um primeiro passo de um núcleo de integridade da informação. O governo tem entendido que incentivar esse observatório é, dos cinco subnúcleos do núcleo de integridade da informação, é o único que o governo apoia de uma forma distante, porque ele quer preservar a confiança e a isenção dentro da questão da democracia e das eleições. O TRE [Tribunal Regional Eleitoral] e os outros entes vão, não só coordenar, acompanhar todo esse processo, o governo vai colaborar com a divulgação do observatório, vai ajudar na manutenção desse observatório enquanto plataforma, mas por exemplo na parte da averiguação da informação o governo não se mete porque acha que essa distância é o que preserva a credibilidade do observatório”, contextualiza.
A visão do Governo é mais ampla, a tecnologia deve ser utilizada não apenas na questão eleitoral.
“O núcleo de integridade de informação que está sendo lançado de certa maneira, por meio dessa participação, vão ter outros subnúcleos lançados em breve, ele tem outros subnúcleos que o governo vai poder contribuir de forma muito mais direta na prática. Esse núcleo de integridade da informação não é um chá da tarde, não é uma reunião de mentes para discutir o que é verdade, o que não é verdade. São ações práticas. Por exemplo, na saúde e consciência vai ter trabalho de campo de formação midiática. Vamos formar agentes do Cria pra que eles cheguem nas casas e digam as informações corretas sobre a vacina que ele informe sobre saúde de forma correta e que ele evite as fake news”, destaca o secretário.
Wendell Palhares reforça, ainda, a importância de ter contatos com órgãos do governo federal para ajudar no enfrentamento às notícias falsas.
“Vamos escolher, junto com a Secretaria de Comunicação da Presidência, junto com o Ministério da Saúde, algumas cidades em que a vacinação está baixa. E isso vai ter uma formação midiática pra que a gente possa aumentar a vacinação nessas cidades, aumentar o acesso à saúde, e isso ela parte a comunicação para de ser uma divulgadora do gestor pra ter uma política de comunicação que contribua com a melhoria da sociedade”, concluiu Palhares.
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