Política

8 de dezembro de 2021 13:48

“Braskem quer silenciar todos para esconder o crime que cometeu”

Afirmação é do vereador Francisco Sales

↑ Vereador Francisco Sales (Foto: Sandro Lima/Arquivo)

A decisão favorável que o juiz José Afrânio dos Santos Oliveira, da 29º Vara Cível da Capital, concedeu à mineradora Braskem vem sendo sentida como um ato de censura à dor das mais de 14 mil famílias que foram atingidas pelo afundamento do solo nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto.

Com a liminar da Justiça, a Braskem busca impedir os moradores de realizar qualquer tipo de manifestação em frente à sua sede, sob a alegação de sofrer inúmeros prejuízos econômicos com os atos pacíficos organizados pelos movimentos, que lutam pelo pagamento das indenizações e também o fim do ilhamento social impostos às famílias que ficaram nas localidades.

Além do movimento SOS Pinheiro, as Associações dos Bairros, do vereador Francisco Sales, a Braskem voltou a sua ação judicial para os religiosos Conego Walfran, pároco de Bebedouro, Pastos Wellington da Igreja Batista e o babarolixá Célio Rodrigues, os proibindo de qualquer ato de manifestação.

Sob a ameaça de pagar uma multa diária no valor de R$ 5 mil, limitada ao período de 30 dias, além de responsabilização criminal pelo delito de desobediência, os líderes religiosos estão sendo silenciados.

“Braskem quer silenciar todos para esconder o crime que cometeu. Para esconder a tragédia do mercado financeiro que ela provocou na vida de milhares de famílias em Maceió, esconder o sofrimento dessas famílias através de suas propagandas. O criminoso não sou eu, não é o padre, não é o pastor. Criminosa é a empresa, que deixou milhares de famílias desamparadas”, comentou Francisco Sales em suas redes sociais.

Os moradores dos quatro bairros lutam para que a Braskem pague as indenizações dentro do valor do imóvel antes de ser atingido pelo problema e agilize o pagamento das famílias que deixaram suas casas há mais de um ano. Sobre o ilhamento o social, a luta é para que as famílias que ficaram no Flexal de Cima e no Flexal de Baixo possam ser incluídas no mapa de risco e realocadas.

Fonte: Assessoria

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