Política

19 de outubro de 2021 14:36

Campanha colhe assinaturas para PL proibindo pulverização aérea de agrotóxicos em Alagoas

↑ Assembleia Legislativa de Alagoas (Foto: Ascom ALE)

Nesta quinta-feira (21), às 10h, acontece em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas, o lançamento da campanha para coleta de assinaturas em apoio ao projeto de lei, de iniciativa popular, dispondo sobre a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos no Estado.

O ato é organizado pela Articulação do Semiárido (ASA); Colegiado do Alto Sertão; Comissão de Produção Orgânica; Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag); Rede Mutum de Agroecologia; Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida; Articulação Nacional de Agroecologia (ANA); e Associação Brasileira de Agroecologia (ABA).

Alguns dias antes do lançamento, os engenheiros agrônomos – e representantes do Grupo de Trabalho (GT) responsável pelo projeto – Ricardo Ramalho (Instituto Terra Viva), Mário Agra e Eraldo Andrade estiveram com alguns parlamentares para explicar a proposta e pedir apoio ao PL.

Conforme a justificativa da proposição, “pesquisadores demonstram que os efeitos nocivos da pulverização aérea resvalam na saúde dos trabalhadores das empresas, que recebem doses acentuadas de herbicidas ao adentram nas plantações pulverizadas; impactam a saúde comunitária, com a contaminação das hortas domésticas e projetos de agricultura familiar, dos poços de água, das casas sob as quais sobrevoam os aviões pulverizantes, provocando inúmeros casos de adoecimento; contaminam os ecossistemas locais e regionais, tendo em vista que os agrotóxicos assim aplicados, sob a ação dos ventos, atingem grandes extensões de terras para além da área ocupada pelas empresas da fruticultura, impactando toda a biodiversidade e a população em dimensões regionais”.

O texto cita ainda estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicando que apenas 32% dos agrotóxicos pulverizados por via aérea ficam retidos nas plantas, 49% caem no solo e 19% são arrastados pelo vento, principal fator de disseminação. Outros dados citados, do Ministério da Saúde, mostram que em 20 anos mais de 1.700 pessoas foram intoxicadas por agrotóxicos em Alagoas, sendo 472 delas vítimas de intoxicação ambiental, ou seja, foram expostas à toxidade dos ingredientes ativos, presentes nos agrotóxicos, por meio da exposição ao ar ou a água contaminada.

Por fim, o PL aponta que a pulverização aérea de agrotóxicos já é vedada no estado do Ceará, por meio da Lei Estadual 55/2018, e em pelo menos, 15 municípios brasileiros.

Fonte: Assessoria

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