Política

5 de agosto de 2021 07:37

Procurador defende segurança das urnas eletrônicas

Marcial Duarte Coêlho usou as suas redes sociais para reforçar que a urna eletrônica faz parte de um Brasil que deu certo

↑ Marcial Coêlho lembra que já vivenciou diversas processos eleitorais e que nunca houve fraude nas votações com a urna eletrônica (Foto: Assessoria)

Deixando claro que não estaria se manifestando com relação à política do país, o procurador-chefe do Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL), Marcial Duarte Coêlho, defendeu o uso das urnas eletrônicas no processo eleitoral do Brasil.

“Trabalhei por quase 18 anos na seara eleitoral e ao longo desse tempo, tive a oportunidade de ver a Justiça Eleitoral por diversos ângulos. Fui analista judiciário e chefe de cartório, fui advogado eleitoralista, fui juiz eleitoral em três pleitos e, por fim, fui procurador Regional Eleitoral por quatro anos. O cargo de coordenação maior do Ministério Público na seara eleitoral em cada Estado. Jamais houve nenhuma comprovação de fraude ou mesmo fragilidade do sistema. Em resumo, a urna eletrônica faz parte de um Brasil que deu, e dá, certo. Não retrocedamos. Temos hoje um dos mais modernos sistemas de votação do planeta. Um sistema simples (acessível a toda a população, inclusive analfabeta), rapidíssimo (totalizam-se milhões de votos em pouquíssimas horas), confiável e bastante auditável, bastando conhecer os itens que comprovam sua higidez”, defende.

Com a vivência construída ao longo desse tempo, o procurador da República disse que precisava me manifestar diante da nascente polêmica a respeito da confiabilidade da urna eletrônica brasileira.

“Não pude deixar de constatar que alguns amigos, familiares ou vizinhos desconfiam sinceramente do sistema eletrônico de votação e apontam uma suposta falta de auditabilidade do voto. Embora cercada de boa vontade, alegações que tais somente me levam a crer que há, em grandíssima medida, desconhecimento sobre a questão.”, afirma.

Marcial Coêlho explicou que a urna é um equipamento 100% “off-line”, que apenas é ligado na tomada elétrica e opera registrando votos em cartões de memória codificados em sistema criptografado de ponta. “Ela não possui Bluetooth, rede lógica, Wi-Fi ou qualquer outro sistema que a conecte em rede e que poderiam deixá-la suscetível a um ataque hacker, por exemplo”.

Após a conexão na rede elétrica, segundo o procurador, a urna inicia um procedimento chamado “zerésima”

“Como o próprio nome indica, este documento impresso pela própria urna comprova que ainda não existe, naquele equipamento, nenhum voto registrado. A emissão da zerésima, feita pelos mesários, é acompanhada por qualquer partido eleitoral, candidato, pelo MP e juiz eleitoral”, disse.

O procurador explica ainda que, qualquer partido eleitoral, candidato, advogado, pode acompanhar esse procedimento, além dos Ministérios Públicos e juízes eleitorais, o que geralmente ocorre.

TESTES PÚBLICOS

“Por 5 vezes (em 2009, 2012, 2016, 2017 e 2019), o TSE disponibiliza o sistema em cerimônia pública para que investigadores [leia-se hackers] ou qualquer empresa especializada tente invadir e, quiçá, demonstrar a possibilidade de violações e fraudes à votação. Abre-se os sistemas para inspeção e testes diversos, na busca por aprimorar os mecanismos de segurança do software e do hardware da urna eletrônica. Todos esses testes realizados até o momento restaram frustrados, sem constatação de nenhuma falha significativa”, ressaltou Marcial Coêlho.

O procurador explicou ainda que a urna eletrônica utiliza modernos sistemas de criptografia, rastreabilidade e assinatura digital, envolvendo hardwares e softwares desenvolvidos especificamente para os fins do sistema eleitoral brasileiro.

“A cada eleição, esse complexo tecnológico gera a chamada cadeia de confiança, o que garante que somente o programa desenvolvido pelo próprio TSE – e carregado na ‘Cerimônia de Lacração dos Sistemas Eleitorais’ (também publicamente acompanhável) – pode ser executado nas urnas eletrônicas”, explica.

Fonte: Tribuna Independente / Thayanne Magalhães

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