Política

24 de julho de 2021 10:56

Candidatura do PSDB passa por decisão coletiva

Senador Rodrigo Cunha cita que a legenda está muito bem articulada com PSB e PDT para estruturar marcha ao governo

↑ (Foto: Edilson Omena)

Nas últimas semanas, o nome do senador Rodrigo Cunha (PSDB) ganhou o noticiário com a confirmação de seu nome para disputar a sucessão do governador Renan Filho (MDB). Contudo, o parlamentar apenas disse não descartar a possibilidade, mesmo com a visita do pré-candidato à Presidência da República pelo partido, Eduardo Leite. À Tribuna, o senador não crava que estará nas ruas em 2022 e reforça a coletividade na escolha de um nome para concorrer ao Governo do Estado.

“Uma candidatura de governo não se constrói de maneira isolada, e já temos um grupo consolidado com o PSB e o PDT. O PSDB está se estruturando e trabalha para ter candidato próprio ao governo em 2022, mas esta será uma decisão colegiada e democrática. O partido está unido e decidirá de forma dialogada, como sempre fez, a sua participação na campanha ao Governo do Estado”, afirma Rodrigo Cunha.

O conjunto de partidos que apoiariam o nome do tucano para o Palácio República dos Palmares tende a ser o mesmo que venceu a disputa pela Prefeitura de Maceió, com JHC (PSB) à frente e Ronaldo Lessa (PDT) na vice. Porém, o senador defende ampliar esse leque de alianças.

“O PSDB tem grande sintonia com o PSB e eu, particularmente, tenho grande sintonia com o prefeito JHC. Está cedo para traçarmos cenários visando 2022 e as instâncias partidárias serão ouvidas. Mas acredito que marcharemos unidos em 2022, em um projeto de renovação da política local do qual a eleição de JHC para prefeito foi um marco.

Nosso grupo também tem o apoio do PDT do vice-prefeito Ronaldo Lessa e esta lista de partidos pode e deve aumentar”, diz Rodrigo Cunha.

APOIO NACIONAL

A declaração do governador do Rio Grande do Sul, e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Eduardo Leite foi entendida por muito como a confirmação da candidatura de Rodrigo Cunha ao Governo do Estado, mas o parlamentar não confirma – ainda – o desafio para 2022.

“O governador Eduardo Leite tem feito um mandato de excelência no Rio Grande do Sul e terá meu apoio nas prévias do PSDB para ser nosso candidato para a presidência. Fico honrado com a menção que ele fez ao meu nome quando de sua passagem em Maceió. Respeito os demais pré-candidatos a presidente, mas acredito que Eduardo Leite é o mais preparado para este grande desafio”, comenta Rodrigo Cunha.

O deputado federal Pedro Vilela mantém o tom de “prudência” em crava o nome de Rodrigo Cunha como candidato do PSDB à sucessão de Renan Filho, mas reforça as credenciais do senador.
“O momento ainda é de foco total nas ações de combate à pandemia e recuperação econômica. Precipitar esse debate neste momento seria um desrespeito às vítimas da covid. Haverá um momento próprio para tratar do processo eleitoral. Dito isso, vale o registro de que a história do Senador Rodrigo Cunha o credencia para pleitear essa posição, caso seja seu desejo e do povo alagoano”, diz Pedro Vilela.

O deputado federal também reforça que a decisão de nome para 2022 deve ser coletiva.
“Essa avaliação [nome do PSDB para o Governo do Estado] será feita em um momento mais oportuno junto aos aliados. O PSDB tem uma longa história de serviços prestados à Alagoas e irá participar sim de um projeto que mire o desenvolvimento do nosso Estado, com uma atenção especial para a geração de empregos e a proteção social daqueles que mais precisam”, afirma Pedro Vilela.

CANDIDATURA LEGÍTIMA

Pela situação política que se encontra, a candidatura de Rodrigo Cunha ao Governo do Estado é legítima. A avaliação é da cientista política Luciana Santana. Para ela, a candidatura do senador “está clara”.

“É legítimo que ele pleiteie o governo, tendo em vista o momento em que ele se encontra. Ele ainda tem cinco anos e meio de mandato e se não vencer a eleição, não perde o cargo de senador. Caso vença, fortalece esse grupo que ele faz parte com o JHC. Seria ele no governo, JHC na prefeitura e a mãe do JHC no Senado, já que é a primeira suplente”, analisa.

“Tem três forças políticas que devem atuar de forma competitiva na eleição de 2022 ao Governo do Estado. Uma liderada pelo JHC, que é o grupo do Cunha; um do governador; e outro ligado ao deputado Arthur Lira”, completa Luciana Santana.

Contudo, ela pondera que o parlamentar ainda não figura nas pesquisas de intenção de voto como um nome forte para a eleição de 2022.

“Agora, se tem chance de vencer, hoje a gente não tem essa perspectiva. As pesquisas não apontam isso. O nome do prefeito JHC, por exemplo, aparece melhor avaliado para o Governo do Estado”, comenta Luciana Santana.
Ainda de acordo com a avaliação de Luciana Santana, a possível candidatura de Rodrigo Cunha não representa a retomada do PSDB à centralidade política de Alagoas.

“Eu vejo a candidatura do Rodrigo muito mais personalizada do que, efetivamente, partidária. Eu não vejo como a centralidade política do partido, vejo uma centralidade política de um grupo quer crescer no estado, que ganhou a capital e que vem para se fortalecer enquanto grupo político”, diz Luciana Santana.

DEM

A reportagem contatou Thomaz Nonô, presidente estadual do DEM em Alagoas, partido que, historicamente, marcha em campanhas eleitorais com o PSDB, para saber se o partido já discute a possibilidade de compor com Rodrigo Cunha, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.

Fonte: Tribuna Independente

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