Política

19 de junho de 2021 11:03

Movimentos sociais e sociedade civil participam de ato Fora Bolsonaro em Maceió

Expectativa dos organizadores é que a participação supere a registrada no dia 29 de maio

↑ (Foto: Edilson Omena/Arquivo)

Milhares de pessoas participam na manhã deste sábado (19) de mais um ato contra o Governo Bolsonaro na capital alagoana. Sociedade civil organizada, movimentos sindicais e partidários estão presentes na manifestação, que teve como ponto de concentração à Praça Centenário, desde às 9h.

Famílias inteiras participam da manifestação, crianças, idosos. Teve grupo que trouxe ao ato até os animais de estimação. Com o protesto, apenas a faixa azul da avenida estava liberada para o fluxo de veículos no sentido Centro/Avenida Durval de Góes.

Foto: Edilson Omena

Ato foi todo organizado em fileira e conta também com a participação do coletivo da saúde.

De acordo com os organizadores, a expectativa é que a participação seja muito maior do que a registrada no dia 29 de maio, quando cerca de 5 mil pessoas estiveram na manifestação em Maceió.

Estimativa para hoje é em torno de 10 mil pessoas no ato

Em Alagoas, além da capital os atos acontecem em mais três municípios: Arapiraca, concentração às 9h, na Praça da Prefeitura; em Palmeira dos Índios, às 9h, na Praça São Cristóvão; e em Delmiro Gouveia, 9h, na Praça do Coreto.

Foto: Edilson Omena

O representante do Movimento Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Samuel D Sacarponi, avalia que o ato é uma manifestação importante para mostrar que a população consciente está nas ruas para cobrar seus direitos. ” Estamos lutando por saúde, educação. Trabalho e respeito. Este é um governo que mata, seja por deixar a fome avançar ou pôr negação a pandemia”.

A dona de Casa, Sandra Silva, ressalta que a luta é de todos, e que o Brasil precisa tirar um desgoverno do poder o mais rápido possível.

Foto: Edilson Omena

As motivações são variadas e estão relacionadas à necropolítica do governo Bolsonaro, que comprovadamente agiu, durante essa grave pandemia de Covid-19, contra as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), tendo responsabilidade direta nas 500 mil mortes provocadas pela doença no Brasil.

Além disso, os populares reivindicam a retirada de direitos trabalhistas, a suspensão das políticas públicas de moradia popular, a perseguição e criminalização aos movimentos sociais, o aumento da fome, que atinge 60% dos lares brasileiros, a taxa de desemprego acima de 14%, o desmatamento da reservas florestais, o atraso na compra de vacinas contra a Covid-19, os indícios de corrupção e de violência que precisam ser investigados.

Foto: Edilson Omena

Durante o ato, os manifestantes também lembraram do aumento do Gás, preço do combustível e privatização de estatais. O deputado Paulão estava presente no ato e disse que a manifestação livre é direito de todos.

CUIDADOS SANITÁRIOS

Por conta da pandemia, os organizadores enfatizam que os cuidados sanitários estão sendo tomados. As pessoas devem usar máscaras, de preferência PFF2 ou N95, haverá distribuição de álcool 70% e o distanciamento entre as fileiras será monitorado. Os manifestantes que preferirem, podem acompanhar de carro, moto ou bicicleta.

A manifestação acontece em todo o país. Mais de 300 cidades confirmaram a adesão ao ato Fora Bolsonaro neste sábado (19). Em todo o país, já são mais de 300 cidades que confirmaram a adesão ao ato. Além das cidades brasileiras, algumas cidades do exterior também participam.

Participam da organização do ato as frentes Povo Sem Medo, Brasil Popular, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Sindical e Popular – Conlutas e Fórum por Direitos e Liberdades Democráticas Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), a articulação Povo na Rua, o Movimento Sem Terra (MST), a Frente Nacional de Luta Campos e Cidade (FNL), e vários sindicatos, partidos políticos, grupos culturais, entidades LGBTs e movimentos estudantis, feministas, populares e antirracistas.

Fonte: Tribuna Hoje / Texto: Ana Paula Omena l Lucas França

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