Política

18 de junho de 2021 18:25

Trabalhadores em educação de Maceió decidem paralisar atividades dias 21 e 22 de junho

Na terça-feira (22), às 9h, será realizado um ato de protesto e cobranças em frente à Prefeitura de Maceió

↑ Decisão foi tomada em assembleia geral realizada online (Imagem: Ascom Sinteal)

Em assembleia virtual realizada pelo Sinteal nesta quinta-feira (17), os trabalhadores em educação da rede pública municipal de Maceió aprovaram, por 93% de concordância, proposta de paralisação de protesto, no início da próxima semana (dias 21 e 22 de junho), diante da falta de respostas do prefeito JHC quanto à pauta da campanha salarial 2021 da categoria, além de definições sobre aquisição e oferta de equipamentos tecnológicos e de internet para a educação remota e atividades técnico-administrativas.

Na terça-feira (22), às 9h, será realizado um ato de protesto e cobranças em frente à Prefeitura de Maceió, no bairro de Jaraguá, respeitando todos os cuidados de distanciamento e segurança à saúde na luta contra a pandemia da Covid-19. Ficou decidido que todos vestirão roupas pretas, simbolizando a transformação do luto em luta. Outra proposta encaminhada pela base é a realização, mesmo no recesso escolar, de uma nova assembleia virtual, para decidir sobre um possível indicativo de greve.

O ato público na terça será construído com os Grupos de Base do Sinteal, novo instrumento de organização do Sindicato com trabalhadores da base de Maceió. Neles, os diretores do Sinteal consultarão com a base sobre formato e organização do ato.

Antes da participação virtual dos trabalhadores da base na assembleia, a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, fez uma ampla abordagem de toda a luta do sindicato e da categoria, denunciando que a postura da Prefeitura de Maceió “é, infelizmente, de muito descaso e enrolação”. Ela lembrou que a data-base da categoria é janeiro, e que o Sinteal, em dezembro de 2020, antes mesmo da posse da nova gestão, já havia construído ofício da campanha salarial 2021, entregue imediatamente à nova gestão.

Consuelo lembrou que o prefeito JHC foi eleito empunhando a bandeira da “valorização dos servidores públicos”, e, segundo a presidenta do Sinteal, isto passa longe de estar ocorrendo. “O Sinteal faz parte do Movimento Unificado dos Servidores, e o que não faltou até agora foi luta. Mas nas chamadas reuniões técnicas, que envolvem a participação da representação dos servidores e os representantes da prefeitura, da parte oficial não há apresentação de números e relatórios, e até há a falta de membros do governo municipal nas reuniões”, disse, indignada.

A presidenta do Sinteal reforçou para a plenária virtual que pontos como a recomposição salarial, a reposição inflacionária, o pagamento das progressões (por mérito e titulação) e a oferta de equipamentos de tecnologia e de internet (para todos os profissionais da educação) estão sendo cobrados intensamente pela entidade à Prefeitura de Maceió e às secretarias envolvidas.

Último ponto levantado pela presidenta do Sinteal foi a luta dos precatórios do Fundef, cujo projeto de lei foi sancionado, nesta quarta-feira (16), pelo prefeito de Maceió, e que agora, de acordo com Consuelo, “vai merecer mais luta e mais atenção para o processo que vem a seguir, até, finalmente, o rateio dos recursos para todos os trabalhadores e as trabalhadoras da educação municipal”. Consuelo fez um raio-X da luta jurídica que ainda vai ser enfrentada até a vitória final, e que passa pela homologação na Justiça do acordo entre Sinteal e a Prefeitura de Maceió.

Fonte: Tribuna Hoje com Ascom Sinteal

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