Política

17 de maio de 2021 16:25

Presidente da AMA pede que municípios cumpram pacto da vacinação

Hugo Wanderley chamou atenção da Sesau para a necessidade do ciclo da 2ª dose da Coronavac para evitar desequilíbrio nas cidades

↑ Reunião aconteceu nesta segunda-feira (17) (Foto: Imprensa AMA)

Na reunião desta segunda-feira, dia 17, da Comissão de Saúde, o presidente da AMA, Hugo Wanderley, pediu o cumprimento da pactuação do calendário de vacinação feita entre os municípios, com a orientação do secretário de Saúde, Alexandre Ayres, e do Cosems, Rodrigo Buarque. “É importante que os municípios avancem de maneira conjunta e paritária, sem disputa regional”, disse Ayres. Segundo Hugo Wanderley, a totalidade concorda em cumprir o plano e a Sesau precisa encontrar formas de notificar a quem descumprir o planejamento trazendo problemas para o sistema.

O presidente da AMA também chamou atenção da Secretaria para a necessidade do ciclo da segunda dose da Coronavac para evitar desequilíbrio nas cidades. “É importante complementar o ciclo vacinal com a chegada de novas doses da Coronavac tendo em vista que vários ainda estão em déficit”. O Cosems está avaliando essa necessidade para apresentar à Secretaria de Saúde e os municípios que possam o quanto antes vacinar a população.

Com relação a vacina da Pfizer, as doses da segunda remessa que foram para Maceió e Arapiraca estão sendo direcionadas para profissionais da educação básica e superior, tendo em vista resolução do Ministério da Saúde que suspendeu a vacinação para grávidas sem comorbidades.

O superintendente de Vigilância da Saúde, Herbert Charles, disse que o Ministério está iniciando a discussão para a possibilidade de capilaridade nas cidades que fiquem a 150 km da capital. O presidente da AMA também defende o início de um treinamento intenso com as equipes e avaliação da estrutura tendo em vista a diferença de manuseio dessa vacina.

O prefeito de Quebrangulo, Marcelo Lima, considera que estruturar novos polos de armazenarem para diminuir os percursos pois a logística é importante também para não causar instabilidade entre a população dos municípios. E acredita que o MS deve direcionar futuras remessas a localidades já preparadas de acordo com o que preconiza a OMS.

Na reunião semanal de avaliação, o superintendente Herbert Charles também comunicou que as últimas remessas da Astrazeneca estão sendo reservadas para a segunda dose até julho. Segundo a Fiocruz, o MS oficializou que só após chegada IFA, o insumo para a fabricação que está atrasado, é que haverá regularização.

Os municípios vão fazer um novo levantamento dos próximos grupos como guardas municipais, agentes de limpeza para que o Cosems possa discutir a possibilidade de inclusão deles, que têm número reduzido, nas novas fases do plano nacional que inclui trabalhadores da educação básica e superior.

O presidente da AMA também pediu a Sesau para avaliar a demanda reprimida de cirurgias eletivas e outros procedimentos para que possam ser reabertos caso a ocupação do número de leitos disponíveis na rede pública estejam disponíveis.

Fonte: Imprensa AMA

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