Política

21 de abril de 2021 11:35

Retaliação pode fazer oposição sugerir CPI em Alagoas

Líder do governo na ALE, Sílvio Camelo, ressalta que não há motivos para Comissão

↑ Sílvio Camelo acredita que a CPI não avança no Legislativo (Foto: Ascom ALE)

Parlamentares de oposição ao governo Renan Filho (MDB) sugeriram – durante sessão da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) da última terça-feira (20) – a criação de uma CPI para apurar as ações do Palácio República dos Palmares no combate à pandemia no estado. Algo similar à Comissão do Senado que vai investigar possíveis omissões do governo Jair Bolsonaro (sem partido), cujo relator é o senador Renan Calheiros (MDB), pai do governador de Alagoas.

Na avaliação do cientista político Ranulfo Paranhos, além de uma retaliação política por conta do cenário nacional, tem aí o horizonte das próximas eleições.

“É mais ou menos isso [retaliação], mas tem mais coisa no jogo. O que está em jogo aí é 2022. Você tem parlamentares com olho em 2022 e isso é coisa de oposição a quem quer que seja. No caso, se tenta enfraquecer o governador agora, a partir de uma CPI, porque uma CPI funciona pra apurar coisa errada e funciona também como palanque político. Não há muito o que questionar sobre isso”, avalia Ranulfo Paranhos.

Durante a sessão da ALE, o deputado Davi Maia (DEM) afirmou haver uma série de denúncias contra o Governo do Estado que precisam ser apuradas. Entre elas, segundo ele, o índice de mortes após intubação de Covid-19 em Alagoas; negligência do Laboratório Central de Alagoas (Lacen), gastos com comunicação e a questão da compra não realizada de respiradores pelo Consórcio Nordeste.

Líder do governo na ALE, Sílvio Camelo (PV) questionou os argumentos.

“Não há nada de que se comemorar, mas dentro do contexto geral, Alagoas se destaca no combate a pandemia por números como esses. Quanto a compra dos respiradores, já foi dito várias vezes: Não foi o Estado que comprou”, disse Sílvio Camelo que, à Tribuna, adianta não crer na criação da CPI. “Não acredito que essa Comissão seja criada porque não existem motivos para isso”.

Também durante a sessão, o deputado Ronaldo Medeiros questionou o número de mortes após intubação levantado por Davi Maia. No Brasil, esse índice é de quase 88%, segundo um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicado em janeiro na revista Lancet.

Não ficou claro quantos parlamentares que estão atualmente no mandato na Assembleia Legislativa estão favoráveis ou contrários à instalação da CPI.

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Carlos Amaral

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