Política

24 de fevereiro de 2021 14:05

‘Se houver vacinas à venda, AL vai comprar’, afirma governador após decisão do STF

Ele fez apelo a cidadãos e a setor produtivo para que reforcem cuidados contra o vírus

↑ Renan Filho reafirmou que o Estado já provisionou recursos para a compra de vacinas (Foto: Márcio Ferreira / Agência Alagoas)

Um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que Estados e Municípios podem comprar e fornecer à população vacinas contra a Covid-19, o governador Renan Filho afirmou, nesta quarta-feira (24), que se houver imunizantes à venda, o Governo de Alagoas vai adquiri-los com recursos próprios do Tesouro Estadual. Ele reafirmou que o Estado já provisionou recursos para este fim.

“Se tiver vacina à venda, nós vamos comprar. Vamos imunizar nosso povo com esforços financeiros próprios do caixa estadual alagoano”, assegurou Renan Filho, durante coletiva de imprensa que antecedeu a assinatura da ordem de serviço para a construção da Base Descentralizada do Samu/Corpo de Bombeiros, sob o viaduto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na parte alta de Maceió.

A maioria dos ministros do STF decidiu, nessa terça-feira (23), que Estados e Municípios podem comprar e fornecer à população vacinas contra a Covid-19. A decisão foi proferida em uma ação protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A medida foi autorizada em caso de descumprimento do Plano Nacional de Vacinação pelo governo federal ou de insuficiência de doses previstas para imunizar a população. A liberação também vale para os casos em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não conceda autorização em até 72 horas para uso de imunizantes já aprovados por agências reguladoras de outros países.

Renan Filho aproveitou a ocasião da assinatura da ordem de serviço para fazer um apelo aos cidadãos alagoanos e ao setor produtivo para que mantenham e reforcem as medidas de prevenção contra a disseminação do novo coronavírus, diante do aumento dos números da doença.

“Eu tenho lutado muito para não fechar mais os setores produtivos do Estado, para não fechar a economia, mas é fundamental que empresários e que o cidadão alagoano compreendam que a gente não pode ver superlotados os hospitais, porque se a taxa de ocupação subir muito, não nos restará outra alternativa”, alertou.

Fonte: Agência Alagoas / Texto: Severino Carvalho

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