Política

18 de fevereiro de 2021 16:51

AMA acompanha calendário vacinal e se preocupa com falta de diálogo do Governo Federal

Segundo a CNM, foram várias as tentativas de diálogo com a atual gestão do Ministério, entre pedidos de agenda e de informação

↑ Hugo Wanderley (Foto: Sandro Lima / Arquivo)

Durante o carnaval, diversos estados anunciaram a interrupção do calendário vacinal por falta de vacinas. Após pressão da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que lançou uma nota de repercussão nacional manifestando indignação com a condução da crise sanitária pelo Ministério da Saúde e solicitar a troca de comando da pasta, o Governo Federal anunciou as próximas etapas da vacinação no país.

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, a entidade sempre acompanhou todas as decisões tomadas em nome do municipalismo. “Os municípios sentem essa distância e a falta de diálogo do ente federal e os municípios. Nós estamos prontos e a postos para quando aumentar o fluxo da vacina, vacinar toda população. Mas é preocupante a falta de foco e de coordenação durante o processo delicado como esse que estamos passando”, afirmou Hugo Wanderley.

Em reunião virtual nesta quarta-feira (17), os governadores do país e o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, trataram das próximas etapas da vacinação contra a Covid-19. Segundo o governador de Alagoas, Renan Filho, o ministério anunciou que no próximo dia 24, novas doses serão distribuídas aos estados brasileiros. O encontro foi marcado pelos governadores para solicitar um cronograma de entrega das vacinas para que a população seja imunizada o quanto antes.

Segundo a CNM, foram várias as tentativas de diálogo com a atual gestão do Ministério, entre pedidos de agenda e de informação. “A pasta tem reiteradamente ignorado os prefeitos do Brasil, com uma total inexistência de diálogo. Seu comando não acreditou na vacinação como saída para a crise e não realizou o planejamento necessário para a aquisição de vacinas. Todas as iniciativas adotadas até aqui foram realizadas apenas como reação à pressão política e social, sem qualquer cronograma de distribuição para Estados e Municípios. Com uma postura passiva, a atual gestão não atende à expectativa da Federação brasileira, a qual deveria ter liderado, frustrando assim a população do País”, explicou Glademir Aroldi, presidente da CNM em documento representando todas as entidades municipalistas.

Fonte: Imprensa AMA

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