Política

23 de janeiro de 2021 11:22

Renan Calheiros critica primeiros atos de JHC

Senador do MDB se refere à oferta de vaga para furar fila da vacina, nepotismo e racismo como mau começo do prefeito

↑ Senador Renan Calheiros (MDB) criticou postura do prefeito JHC nos primeiros dias de governo (Foto: Edilson Omena)

Durante o lançamento do programa Minha Cidade Linda pelo governo do Estado, realizado na manhã de sexta-feira, 22, no Centro de Convenções de Maceió, com os prefeitos de Alagoas, o senador Renan Calheiros (MDB) chamou a atenção em seu pronunciamento e nas entrevistas que concedeu, quando falou sobre os primeiros dias de JHC como prefeito de Maceió. Renan disse que está preocupado porque o prefeito começou mal.

“Só na última semana ele (JHC) revelou um inesperado racismo com o desrespeito às figuras históricas de Zumbi e Dandara, ofereceu vaga de fura-fila na vacinação, exaltou agressores de mulheres e foi pego em flagrante empregando namorada de senador aliado [Rodrigo Cunha}” disse Renan.

“O Ministério Público já está agindo contra o prefeito e tem mesmo que enquadrar quem faz isso. Furar a fila da vacina é crime, empregar com dinheiro público a namorada do aliado é crime, racismo também. É preocupante que logo nos primeiros dias no cargo o prefeito da capital seja pilhado em tantos malfeitos, um em cima do outro”, disse o senador.

Ainda sobre o neo-nepotismo de JHC, que nomeou para cargo de quase R$ 12 mil a cantora Millane Hora, namorada de Rodrigo Cunha, o senador Renan disse: “Ele deve ter se confundido quando viu o sobrenome Cunha e lembrou do que Brizola dizia: cunhado não é parente…”

Renegociação

Durante seu discurso, o senador Renan ressaltou que até 2022 o governo do Estado investirá mais de R$ 5 bilhões em diversos setores e que tal aporte só será possível graças à saúde financeira de Alagoas, conquistada com um ajuste fiscal eficiente e a renegociação da dívida pública com a União.

“O governador [Renan Filho] fez logo cedo o dever de casa. Havia uma circunstância também que, de certa forma, favoreceu, que foi minha presença na presidência do Congresso Nacional. Nós ajudamos a resolver aquele que era o maior problema de Alagoas: a dívida pública. Quando o governador assumiu, a dívida de Alagoas era mais de R$ 12 bilhões, portanto absolutamente desproporcional com a receita do Estado; mais do que isso, a dívida de Alagoas com a União era exatamente igual à dívida somada de todos os Estados do Nordeste”, comparou o senador.

“Alagoas se expôs, dos anos, a um arranjo deficitário do ponto de vista fiscal, da receita: sempre gastou mais do que arrecadava e deu no que deu. Raramente, nos últimos 20 anos, você tem conhecimento de uma obra que fora feita com recursos próprios do Governo do Estado. Esse cenário mudou”, disse o senador.

Fonte: Tribuna Independente

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