Política

15 de dezembro de 2020 17:19

Desembargador Tutmés Airan é agraciado com a Comenda Tavares Bastos

Medalha é confiada pelos relevantes serviços prestados ao povo alagoano

↑ Presidente do TJ expressou gratidão aos deputados pela outorga recebida (Foto: Edilson Omena)

A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) realizou nesta terça-feira, 15, uma sessão solene para a entrega da Comenda de Mérito Legislativo Tavares Bastos, ao presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Tutmés Airan. A homenagem, que foi aprovada por unanimidade no plenário da Casa, é de autoria do deputado Francisco Tenório (PMN).

Para o presidente da Mesa Diretora da ALE, deputado Marcelo Vitor (SD), é uma grande honra entregar a medalha Tavares Bastos ao desembargador Tutmés Airan, maior honraria que o poder legislativo confere aos cidadãos pelos serviços prestados.

“Essa comenda traz o nome do nosso patrono, que é sem dúvida, um expoente da política e da literatura brasileira. E hoje tivemos a honra de prestar essa homenagem ao desembargador Tutmés Airan pelos relevantes serviços prestados ao estado de Alagoas, como forma de reconhecimento da sociedade alagoana aqui representada pelos seus deputados”, destacou Marcelo Vitor.

Francisco Tenório, deputado autor da proposição da comenda, ressaltou o período de pandemia e o poder legislativo não realizar uma sessão solene com o público convidado que o desembargador merecia. O parlamentar declarou sua admiração pelo presidente do TJ.

“Os deputados aprovaram por unanimidade essa comenda e essa é uma demonstração da população alagoana já que este poder representa o povo que reconhece o bom trabalho que vossa excelência tem feito pelo estado de Alagoas de maneira geral”, disse.

(Foto: Edilson Omena)

“Hoje o reconhecimento se transforma nesta homenagem que lhe fazemos entregando a comenda Tavares Bastos, o patrono do poder legislativo. Conheci Tutmés ainda quando era estudante de direito, líder estudantil e presidente do Centro Acadêmico, depois foi defensor público e pela extinção da Defensoria Pública os defensores da época se tornaram procuradores de estado”, recordou Francisco Tenório.

O deputado relembrou também que na Procuradoria do Estado, Tutmés continuou sendo na prática um defensor público, já que defendia na prática as pessoas que precisavam de assistência jurídica e procuravam o estado por não ter condições.

“Sendo que o Tutmés invertia, ao invés do pessoal procurar, ele quem procurava o povo carente para oferecer o seu trabalho; posteriormente Tutmés foi secretário de justiça e cidadania, foi quando mais uma vez trabalhamos juntos, ele fazendo o controle do sistema penitenciário de Alagoas, uma das funções mais difíceis que o ser humano pode exercer, e com altivez conseguiu modificar a forma de se dirigir o sistema humanizando a convivência daqueles que ali estavam, até porque no Brasil e no direito penal, a prisão é uma pena, mas tem também o sentido de ressocializar”, pontuou.

Francisco Tenório contou ainda que Tutmés entrou na lista para ser desembargador surpreendendo quando se pensava em outros nomes. No Tribunal de Justiça, Tutmés chegou quebrando alguns tabus, porém com polêmicas conciliadoras tão logo se foi notabilizando criando o Instituto da Conciliação. “Vemos mais o Tutmés na função de defensor porque continua sendo para aqueles que mais precisam da justiça, que são os mais carentes. Parabenizo sua forma de ser, fazendo a justiça ao seu modo e tenho certeza que esse é o modo que agrada a todos”, concluiu.

O arapiraquense deputado Ricardo Nezinho (MDB) saudou o conterrâneo Tutmés Airan com a frase: “Dai honra, a quem tem honra”. “Me sinto aqui honrado e orgulhoso por ver um arapiraquense presidente do Tribunal de Justiça, onde seu avô Luiz Pereira Lima, foi um dos melhores gestores que passou pela cidade de Arapiraca, ou seja, um divisor de águas de grandes gestores no estado. Onde seu tio Claudionor Albuquerque teve assento aqui nesta casa e seu pai, o deputado Claudio Albuquerque na mesma legislatura dois irmãos representava a cidade de Arapiraca de forma aguerrida, brava e de uma liderança incomum”, salientou.

Deputado Ricardo Nezinho (Foto: Edilson Omena)

 AMIZADE

O amigo de Tutmés Airan, desembargador Klever Loureiro, foi enfático ao afirmar que a marca registrada do presidente do TJ é a simplicidade e a defesa do povo menos favorecido. “Muito merecida essa medalha pelos serviços prestados à sociedade alagoana reconhecendo sua simplicidade. Me sinto privilegiado em poder dar essa palavra e esse testemunho da pessoa que é o presidente Tutmés Airan. Parabéns em nome de todo o judiciário alagoano”, destacou.

Durante a apresentação, ele lembrou que será o sucessor de Tutmés a partir de janeiro de 2021. “Tutmés tem uma inteligência peculiar e não tem medido esforço para que a transição da parte diretiva do Tribunal de Justiça de Alagoas aconteça da melhor forma possível. Um dos pontos a que venho destacar por parte do Tutmés é o respeito que ele tem com os demais poderes, a acessibilidade e vice-versa, conforme manda a Constituição Federal, nunca o cargo o subiu à cabeça como costumamos dizer”, frisou. “Irei seguir o seu caminho porque já faz parte da minha personalidade e criação”, emendou.

De acordo com o desembargador Klever Loureiro, dentre tantas parcerias, uma vale registrar no que diz respeito à Moradia Legal. Foi um projeto social que o TJ implantou que leva as pessoas carentes terem o registro residencial, escritura do imóvel, a custo zero.

“Esse projeto foi executado graças a parceria dos deputados, porque havia necessidade de uma lei estadual que autorizasse o estado a isentar as pessoas pobres de determinado imposto”, observou.

Tutmés Airan destaca que não há atividade humana sem a política  

Tutmés Airan citou em sua fala inicial um trecho do grande escritor argentino, Jorge Luis Borges, sempre interessado na temática do tempo: “Tudo nos diz adeus, tudo nos deixa”. Para o desembargador uma relação crucial e que de alguma forma move a humanidade.

(Foto: Edilson Omena)

“Não há atividade humana sem a política. O político por vocação é como se fosse o jardineiro, é aquele cidadão que planta, rega, cuida, ver nascer às flores e frutos, nisso é insuperável se comparado ao artista, somente o político realiza, transforma sonhos em realidade. É por isso que estou muito à vontade, descendo de uma família de políticos”, mencionou.

Consciente da importância, o desembargador quando chegou à presidência do TJ precisou afastar prefeitos, porém ele destacou que não iria fazer disso a sua bandeira. “Quem julga o político é o povo, podemos intervir nos casos extremos, mas não podemos substituir o povo, se ele põe e só ele tira”, frisou.

O homenageado observou que todos são efêmeros, no entanto, a modernidade segue com o espírito de combate para a morte, inclusive apostando na ciência. “A medicina está evoluindo com as células-troncos, um homem comum tenta ganhar imortalidade através dos filhos que colocam no mundo, porque eles nos projetam para as gerações seguintes, seja do ponto de vista genético ou registros das nossas memórias e histórias. Então de alguma forma ansiamos fazermos imortais e nos fazemos imortais pela obra que realizamos”.

PROJETO TRIPARTITE

O presidente do TJ destacou o projeto tripartite histórico que está em fase de conclusão. Segundo ele, em parceria com os poderes legislativo, judiciário e executivo, se referindo a Casa da Mulher Alagoana. “Está nascendo graças ao incentivo da bancada feminina da ALE, das cinco deputadas estaduais, e também porque o governo do estado compreendeu que todos vestiram a camisa com uma atividade política respeitosa, que pode acolher as pessoas e transformar”, disse Tutmés.

O homenageado enfatizou a importância das obras que são deixadas e da parte dele na presidência do TJ tentou caminhar deixando suas marcas, dando voz aos que não têm voz, acolhendo e abraçando, semeando o que a atividade política deve semear, sobretudo esperança nas pessoas.

“Não é esperança de esperar, porque essa o povo está cansado, é aquela do verbo esperançar, que convida a agir e lutar. Os senhores [deputados] são semeadores da esperança dessa população e façam bom uso do poder que receberam para se fazer notabilizar pelas obras que realizam. Ao poder judiciário compete compartilhar fraternalmente, acreditar, apoiando incentivando”, afirmou.

Tutmés Airan concluiu que vai fazer um pedido para os familiares de ser enterrado com a medalha Tavares Bastos. “Isso é impagável, não sei como expressar minha gratidão aos deputados que me outorgaram essa honraria, vou carregar para o resto da minha vida aos 58 anos tentando me fazer a altura dessa honraria, muito obrigado a todos e todas”.

Fonte: Tribuna Hoje / Texto: Ana Paula Omena

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