Política

28 de outubro de 2020 08:02

Mesmo com problemas, DC mantém Cícero Almeida

Em resposta à entrevista de Almeida à Tribuna, Eudo Freire, presidente do partido em Alagoas, rebate acusações de complô

↑ Cícero Almeida vivencia um momento político conturbado por conta de sua candidatura a prefeito (Foto: Sandro Lima/Arquivo)

Bipolar. Esse foi um dos adjetivos que Eudo Freire, presidente estadual do partido Democracia Cristã (DC) usou para classificar o candidato da legenda à Prefeitura de Maceió. Em resposta à reportagem de 21 de outubro da Tribuna, na qual Cícero Almeida afirmou haver um complô contra sua candidatura com a participação, inclusive, de Eudo Freire, o líder partidário garante que mesmo diante de toda essa confusão, digitará 27 na urna eletrônica no próximo dia 15 de novembro.

“A candidatura dele está mantida e é a direção estadual que está mantendo. A candidatura segue, mesmo toda descontrolada porque ele é um desiquilibrado, um bipolar”, diz. “Eu voto no DC. O Eudo Freire é Democracia Cristã e temos um candidato, que é ele, mesmo me acusando com essas invenções da cabeça dele, essas coisas de doido. Eu não gostaria de dizer que ele é mentiroso, de jeito nenhum, mas ele anda sonhando demais com essas conversas”, completa Eudo Freire ao tempo em que contra-argumenta a afirmação de uso de pesquisas eleitorais como desculpa para retirada de sua candidatura.

“O Almeida tem 52% de rejeição e ele não tem candidatura, quem tem é o DC. A ata é soberana, o que foi dito na ata será mantido. Agora, quem não quer a candidatura dele não é o partido, é o povo. Ele diz que é candidato do povo. Ele está louco. O povo não quer a candidatura dele e ele vai cair mais ainda. É triste para um presidente estadual ter um candidato numa situação dessa”, afirma o presidente estadual do DC em Alagoas.

Eudo Freire também rebate acusações de que teria negociado secretarias com JHC (PSB) em troca da retirada da candidatura de Cícero Almeida.

“Essas acusações contra mim, dizer que houve negociação de secretaria, ele terá de provar. Que houve dinheiro, que sou do gabinete do Collor, do Renan. Ele é tudo aquilo que me falaram”, comenta.

Eudo Freire relata ainda que ficou acertado o recuo na candidatura em caso de falta de infraestrutura para a campanha.

“A candidatura dele começou a crescer e ficamos preocupados porque não tínhamos dinheiro nem tempo de televisão e o chamamos e dissemos que faríamos uma coligação e que o partido que viesse, viria para ajudar com tempo de televisão e dinheiro”, lembra. “O PTB se comprometeu a ajudar na campanha do Almeida, com o Fundo Partidário, além do tempo de televisão. Fizemos o seguinte acordo, o acordo do Max com o Almeida: ‘se não chegar Fundo Partidário para a sua campanha, a gente vai recuar porque ninguém vai colocar patrimônio numa campanha’. Ele concordou”, completa Eudo Freire.

Contudo, segundo o presidente do DC, o compromisso não se efetivou.

“Ele [Almeida] quem falou em renúncia e o Max Palmeira fez uma carta porque ele disse que ia recuar, mas ele não quis assinar a carta e começou a fazer essas acusações infundadas”, diz o presidente do DC.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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