Política

23 de outubro de 2020 15:21

Em audiência com a Braskem, CEI cobra sismógrafos para avaliar abertura de avenida

Comissão Especial de Investigação da Câmara de Maceió teve primeira audiência interna com a empresa mineradora

↑ Audiência com a Braskem (Foto: Assessoria)

Na primeira audiência interna com a empresa Braskem, os membros da Comissão Especial de Investigação (CEI), que acompanham as ações executadas pela empresa nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, cobraram dos diretores da empresa o cumprimento do prazo para a instalação dos sismógrafos, que irão possibilitar a avaliação para abertura da Avenida Major Cícero, que liga o bairro de Bebedouro ao Centro.

A empresa informou que seis equipamentos já foram instalados e a previsão é que 10 no total façam esse monitoramento em toda região. O sismógrafo é um aparelho que detecta os movimentos do solo, incluindo os gerados pelas ondas sísmicas, e com isso vai monitorar o movimento do solo nos quatro bairros.

O presidente da Comissão, vereador Francisco Sales, afirmou que a mobilidade urbana da cidade se encontra comprometida com a interdição da avenida devido aos riscos de movimento do solo. “Isso vem gerando um caos muito grande em toda a região e na cidade, pois a nossa Avenida Fernandes Lima vem se comprometendo a cada dia com essa interdição”, disse Francisco Sales, lembrando da importância da via de acesso entre a parte baixa e a parte alta da cidade.

A empresa informou que o prazo final para a instalação dos equipamentos é até dezembro deste ano, mas que existem ações imediatas e de longo prazo para tratar sobre essa questão da mobilidade urbana na cidade devido ao afundamento do solo.

Francisco Sales ainda questionou os representantes da Braskem quanto ao possível fechamento também da Ladeira do Calmon. “Precisamos saber dessas informações, se realmente existe essa possibilidade e como está o andamento do movimento do solo, pois são vias de escoamento na cidade e o bairro de Bebedouro ficará uma ilha, caso isso venha a ocorrer”, indagou o vereador.

Quanto às interdições, a empresa informou que a decisão é tomada pela Defesa Civil Municipal e Nacional diante do acompanhamento das informações fornecidas pela Braskem.

Aparelhos Públicos

O presidente da Comissão cobrou ainda o acompanhamento da Braskem quanto à realocação dos aparelhos públicos existentes na região, como escolas, postos de saúde e área de laser. Segundo Francisco Sales, a maioria dos moradores que deixaram suas casas está se instalando em comunidades próximas como Chã de Bebedouro, Santa Amélia e Chã da Jaqueira.

“Não podemos deixar essa população desassistida levando esses aparelhos públicos para locais onde os moradores dessas regiões não estão. A empresa alega que não acompanha essa aplicação da verba, tampouco participou da escolha dos locais onde essas escolas e postos de saúde seriam instalados, mas precisa ser questionada e futuramente responsabilizada junto com o município por isso”, afirmou Francisco Sales.

Já o relator da CEI, Dr. Cleber Costa (PSB), perguntou sobre o destino da escola Nossa Senhora do Bom Parto, um prédio histórico da nossa cidade e pediu informações mais precisas sobre o preenchimento das minas, questões de extrema relevância para a população.

Participaram da audiência o vereador Anivaldo Lobão (MDB), Milton Pimentel Pradines Filho, Gerente de Relações Institucionais, Marcelo de Oliveira Cerqueira, Responsável pela área industrial da BRASKEM, Daniel Andrade Jacintho, advogado da BRASKEM, Filipe Alves Tavares, advogado da BRASKEM, Fernando Mota dos Santos, advogado da Braskem, Ana Carolina Viana Cerqueyra, responsável pelo programa da reparação dos bairros afetados, André Alves Araújo, responsável pela área de Engenharia Civil da BRASKEM e Elaine Isa Santos de Santana, responsável pelo diálogo com a comunidade.

Fonte: Assessoria

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