Política

26 de setembro de 2020 11:54

Eleição: dois milionários disputam a prefeitura da capital

João Henrique Caldas e Josan Leite possuem os maiores patrimônios financeiros entre os candidatos que concorrem à prefeitura

↑ JHC ostenta bens patrimoniais que valem quase R$ 2 milhões (Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados)  

Na corrida eleitoral para prefeito de Maceió, dois nomes chamam atenção pelo patrimônio declarado à Justiça no pedido de registro da candidatura. João Henrique Caldas (PSB) e Josan Leite (Patriota) são os únicos candidatos que declararam possuir patrimônio acima da casa do milhão de reais.

O deputado JHC, herdeiro de uma oligarquia com atuação no interior do estado, ostenta bens e dinheiro no valor total de R$ 1,9 milhão. Já o engenheiro Josan Leite informa que a soma de sua riqueza é de R$ 2,5 milhões. A declaração de bens à Justiça Eleitoral é requisito obrigatório para se obter o registro como candidato. Além disso, em nome da transparência como princípio, essas informações devem se tornar públicas para o conhecimento do eleitor.

Os dois milionários da disputa pela prefeitura de Maceió estão bem à frente dos demais adversários no quesito financeiro. Cícero Filho (PCdoB) declara bens no valor de R$ 562 mil. Ricardo Barbosa (PT) possui R$ 365 mil, entre bens e aplicações. Alfredo Gaspar (MDB) declarou patrimônio de R$ 341 mil. Lenilda Luna (UP) tem R$ 90 mil, e Valéria Correia (PSOL) informou possuir R$ 64 mil.

Herança

Os dois mais ricos na campanha têm trajetórias muito distintas. Aos 50 anos, Leite construiu carreira profissional na iniciativa privada, de onde vem o patrimônio que acumulou. JHC, ao contrário, nasceu em “berço de ouro”. Filho de políticos profissionais – João Caldas e Eudócia Caldas foram prefeitos de Ibateguara –, ele nunca precisou trabalhar.

Com a garantia de uma bela herança pra vida inteira, JHC entrou logo cedo na política, o meio que historicamente deu dinheiro e poder a sua família. Em 2011, aos 26 anos, ele obteve o primeiro mandato de deputado estadual. Antes de qualquer experiência em algum ramo de trabalho, entrou direto no mundo político-partidário.

Mesmo assim, com essa trajetória longe de algum trabalho, JHC ostenta um total de bens avaliado em quase R$ 2 milhões. Nas eleições passadas, de 2018, ele apresentou uma lista que tem terrenos, apartamentos, cotas em empresa de comunicação, além de dinheiro em espécie.

Com a declaração de bens, a Justiça Eleitoral pode confrontar o tamanho do patrimônio com os rendimentos oficiais do candidato. É uma forma de garantir a lisura nas eleições, com o combate a um eventual abuso de poder econômico.

Fonte: Tribuna Independente

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