Política

25 de setembro de 2020 08:30

Sindicatos contestam retorno às aulas em Alagoas

Para Sinpro e Sinteal, volta de funcionamento das escolas, sejam elas públicas ou privadas, ainda gera insegurança

↑ Fernando Cedrim e Consuelo Correia ponderam sobre retorno iminente das aulas presenciais (Foto: Assessoria e Sandro Lima / Arquivo)

A possibilidade de retorno das aulas a partir de outubro em no estado não foi bem recebida por sindicatos de trabalhadores da educação. Em entrevista coletiva realizada na quarta-feira (23), o governador Renan Filho disse que até o final deste mês, o governo irá apresentar um plano de retomada de alguns segmentos da educação.

Para o presidente em exercício do Sindicato dos Professores do Estado de Alagoas (Sinpro), Fernando Cedrim, o governador não deixou claro que esse retorno está próximo. Ele ressalta ainda que a questão não é observar se está na hora de retornar as aulas, mas sim analisar o que vem acontecendo em outros países e em alguns estados do Brasil, onde as aulas retornaram e depois tiveram que ser interrompidas novamente.

“Nós temos dois casos a citar, um fora do Brasil, em Paris e aqui no Nordeste, no Maranhão. Houve a abertura e agora as escolas estão tendo que retroceder. Acho que se houver um retorno e acontecer o que aconteceu nesses locais que citei para gente será muito ruim, porque você gera ainda mais medo, insegurança e o impacto pode ser ainda pior do que esperar um momento mais oportuno. A gente está trabalhando, avaliando fatos. A gente observa dessa forma. Não é a gente achar que está na hora de voltar ou não”.

Fernando salienta ainda que o Sinpro não foi convidado e nem comunicado para participar da discussão que resultou na construção de um protocolo sanitário formulado pelo Sistema de Educação de Maceió, formado pelas escolas e públicas da capital.

Já a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), Consuelo Correia, avalia com preocupação o retorno das aulas neste momento.

“Nós precisamos saber se o governo vai fazer a testagem de todos estudantes para saber se eles estão indo para a escola sem nada. É uma preocupação porque as crianças e os jovens estão em casa com seus familiares que saem para trabalhar. Os trabalhadores também serão testados? Nesse percurso de casa para escola e da escola para casa nos transportes coletivos há uma preocupação que é a contaminação. Nós estamos vendo que a população está relaxando porque em Maceió está na fase azul e nós estamos sabendo que os casos de contaminação estão aumentando. A pessoas acham que a pandemia acabou”.

Ela ressalta ainda que na Europa a segunda onda do coronavírus foi bem pior que a primeira e isso acaba também gerando uma preocupação.

Representantes dos sindicatos dos Estabelecimentos de Ensino Básico de Maceió (Sinepe) e dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado de Alagoas (Sintep) foram procurados pela reportagem, mas até o fechamento desta edição não retornaram as mensagens.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

Comentários

MAIS NO TH