Política

5 de agosto de 2020 12:44

Sindprev-AL denuncia corte nos salários de servidores da Saúde de Capela

Servidores afastados por serem do grupo de risco para o coronavírus estão sem receber o adicional de insalubridade

↑ Momento em que foi protocolado ofício do Sindprev-AL na prefeitura de Capela (Foto: Sinprev-AL)

Em meio à pandemia do novo coronavírus, os profissionais da Saúde da cidade de Capela, Zona da Mata de Alagoas, estão tendo os adicionais de insalubridade, gratificações e outros direitos trabalhistas cortados pela Prefeitura Municipal. De acordo com a denúncia do Sindicato dos trabalhadores da Saúde, Previdência, Seguro Social e Assistência Social (Sindprev-AL), o atual prefeito. Adelminho Calheiros (MDB), já deixou de pagar dois meses dos adicionais de insalubridade, o que tem causado prejuízo financeiro e emocional aos trabalhadores que tiveram que se afastar das atividades por serem do grupo de risco.

Ainda de acordo com o Sindicato, alguns servidores da Saúde chegaram a ter metade dos salários cortados, no momento em que sua atuação exige ainda mais dedicação diante das mortes causadas pela Covid-19.

Diante da falta de satisfações por parte de Adelminho Calheiros, a situação foi levada ao Ministério Público do Estado (MPE), que está elaborando ação judicial para que seja garantido o adicional de insalubridade para todos os trabalhadores e trabalhadoras da Saúde da cidade de Capela.

O Sindprev ressaltou na denúncia que o afastamento dos servidores acontece devido à  maior pandemia da história moderna, criando um estado de emergência em saúde pública decretado pelas autoridades sanitárias, como forma de combate e prevenção ao contágio do coronavírus.

“O isolamento social e que se trata de medida não optativa pelos servidores que afastados temporariamente para garantir a sua própria saúde. Portanto, não se justifica que os benefícios sejam suspensos, mesmo que por algum tempo, e que os servidores sejam prejudicados com a supressão do pagamento que tem tanta importância no orçamento doméstico”, diz o texto publicado pelo Sindicato.

O portal Tribuna Hoje tentou contato com Adelminho Calheiros, mas até a publicação da matéria o gestor não respondeu aos questionamentos.

Fonte: Redação

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