Política

5 de agosto de 2020 07:59

Cícero Almeida se anima com pesquisa e lança pré-candidatura à Prefeitura de Maceió

Ex-prefeito relata que o seu atual partido terá dificuldades financeiras, mas o eleitorado precisa ser cativado

↑ Cícero Almeida entende que se não houver possibilidades, não se descarta uma disputa pela Câmara (Foto: Sandro Lima/arquivo)

Até esta semana, o nome de Cícero Almeida (PSDC) não aparecia no noticiário político, seja porque ele não exerce mandato no momento, seja porque não constava no rol de candidatos à Prefeitura de Maceió. Mas bastou a recente pesquisa TDL de intenções de voto ser divulgada, que logo o ex-prefeito da capital voltou à cena, uma vez que ele figura entre os mais bem pontuados, com 9,3%, atrás somente de JHC (PSB) 21,1%; Alfredo Gaspar (MDB) 15,3%; e Ronaldo Lessa (PDT) 11,3% – e à frente (ou empatado tecnicamente) do deputado estadual Davi Davino (PP), que obteve 9,2%.

À Tribuna, o ex-prefeito de Maceió diz seu partido oficializou sua pré-candidatura após os bons resultados em pesquisas eleitorais. Segundo ele, o período pós-mandato na Prefeitura de Maceió, passando pelo mandato como deputado federal, lhe ajudou a entender como ainda pode atuar à frente do Poder Executivo municipal.

“Ainda tenho uma dívida grande com o povo alagoano, principalmente com a minha capital. Como prefeito, acredito que posso fazer mais do que já fiz. Andando por Maceió, na periferia, vejo a carência e a falta de investimentos. Me sinto fortalecido e mais experiente, com outra visão. A experiência de quatro anos como deputado federal, o último período de sete anos, me fez avaliar todos os pontos positivos em nossa gestão e o que a gente pode fazer ainda”, diz Cícero Almeida.

Ele garante que sua iniciativa para voltar à cadeira de prefeito não é fruto de ambição. “Não é ambição pelo poder. Sem menos esperar, já tive tantas oportunidades. Já fui vereador, deputado, prefeito duas vezes, deputado federal. A missão, agora, é reconstruir nossa capital que está tão quanto a encontramos em 2005 quando assumimos a prefeitura”, afirma.

Até o momento, há 13 nomes postos para concorrer à sucessão de Rui Palmeira (sem partido), uma pulverização que dificulta a realização de debates e o conhecimento por parte da população de quem são os postulantes ao cargo de prefeito de Maceió. Para Cícero Almeida, isso é algo natural neste momento.

“Isso é cena conhecida e o momento é até propício pelo descaso que todos visualizam, e todos querem dar sua parcela de contribuição. Mas os que vão para a linha de frente são os que tiverem com melhor pontuação. Estou inserido nesse contexto, não sei até quando, e tomara que a gente saia da 9,5% para 15%, 16%, para que a gente fique mais otimista e fortalecido”, comenta.

Até o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral, muitos nomes podem acabar ficando pelo caminho, seja por qual motivo for. Diante dessa possibilidade, o ex-prefeito – que também já foi vereador em Maceió – não descarta a possibilidade de concorrer a uma cadeira na Câmara e Maceió.

“Se chegarmos à conclusão que nosso nome não é o que a população quer, claro que podemos mudar de rota e sair candidato a vereador”, garante.

Filiado a um partido pequeno, que não elegeu nenhum deputado federal em 2018, Cícero Almeida ressalta as dificuldades estruturais que terá na campanha eleitoral deste ano. “Vamos para a disputa sem condições. Não temos Fundo Partidário nem tempo de televisão”.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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